A causa da explosão do foguete sul-coreano HANBIT-Nano na base de Alcântara, em dezembro de 2025, foi uma falha humana durante a montagem no Brasil. A conclusão foi divulgada nesta terça-feira (17) pela empresa INNOSPACE e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), da Força Aérea Brasileira.
Segundo o laudo, uma peça do motor não foi vedada corretamente durante a remontagem do foguete em solo brasileiro. Isso gerou um vazamento de gases que, com a pressão, fez o veículo se desintegrar no ar apenas 33 segundos após decolar.
A investigação durou meses e foi minuciosa. Peritos analisaram dados de voo, imagens de vídeo e mais de 300 fragmentos do foguete que foram recuperados na área do lançamento. O trabalho conjunto entre brasileiros e sul-coreanos chegou ao mesmo resultado, sem divergências.
A INNOSPACE, dona do foguete, admitiu o problema e anunciou que vai reforçar seus processos de montagem e os testes de qualidade. A empresa afirmou que, apesar do prejuízo, a investigação trouxe aprendizados técnicos importantes para projetos futuros.
Mesmo com a falha, a parceria com o Brasil continua de pé. A empresa já agendou um novo lançamento em Alcântara para o terceiro trimestre de 2026, assim que as correções no projeto e nos procedimentos forem concluídas.
O CENIPA classificou o caso oficialmente como um "incidente", e não um "acidente". Essa é uma distinção técnica usada em investigações aeroespaciais, seguindo protocolos internacionais.







