Uma empresa fundada por um ex-funcionário da SpaceX acaba de receber R$ 51 milhões para tirar do papel uma ideia revolucionária: criar satélites que podem voltar para a Terra, serem atualizados e lançados de novo ao espaço.
A startup, chamada Lux Aeterna, quer acabar com os satélites descartáveis. Atualmente, esses equipamentos funcionam por alguns anos e depois viram lixo espacial ou são incinerados ao reentrar na atmosfera. A nova proposta é tratá-los como um computador que pode receber peças novas.
Imagine poder trazer um satélite de volta, trocar uma câmera antiga por uma mais moderna e enviá-lo de volta para a órbita. Isso reduziria custos e o acúmulo de detritos no espaço, mas existe um grande desafio técnico para que a ideia funcione.
O maior problema é a reentrada na atmosfera. A velocidade é tão alta que o atrito gera um calor extremo, capaz de desintegrar qualquer objeto. Para sobreviver, a empresa está desenvolvendo escudos térmicos especiais, que serão integrados diretamente na estrutura do satélite.
O primeiro grande teste já tem data para acontecer. A missão, batizada de Delphi, está programada para o início de 2027, a bordo de um foguete da própria SpaceX. O objetivo é que a espaçonave retorne intacta, pousando em uma área de testes na Austrália.
Se o projeto der certo, ele pode mudar a forma como usamos o espaço. Além de permitir a manutenção de satélites, a tecnologia abriria caminho para a fabricação de produtos em microgravidade, como semicondutores e até medicamentos, que seriam trazidos de volta à Terra.







