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Eli Lilly monta fábrica de IA com 1.016 GPUs para descobrir fármacos

Eli Lilly criou uma fábrica de IA com Nvidia DGX SuperPOD de 1.016 GPUs para treinar modelos e acelerar a descoberta de fármacos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
29 de outubro, 2025 · 05:09 3 min de leitura
Fábrica de IA será usada para treinar modelos biomédicos em larga escala(Imagem: wellesenterprises/iStock)
Fábrica de IA será usada para treinar modelos biomédicos em larga escala(Imagem: wellesenterprises/iStock)

A Eli Lilly montou uma espécie de "fábrica de IA" para acelerar a descoberta de medicamentos — uma infraestrutura pensada para testar ideias em grande escala, reduzir tentativas manuais e acelerar resultados que antes demoravam meses ou anos.

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No centro desse projeto está um Nvidia DGX SuperPOD com 1.016 GPUs Nvidia Blackwell Ultra, capaz de resolver mais de nove quintilhões de problemas matemáticos por segundo. A intenção é combinar potência de processamento, redes rápidas e software otimizado, tudo protegido por controles de segurança exigidos nas áreas de saúde e ciências biológicas.

A configuração técnica integrou a rede Nvidia Spectrum‑X e ferramentas específicas para tarefas biomédicas, segundo fornecedores. Com isso, a plataforma dá suporte desde o treinamento de modelos biomédicos em larga escala até testes massivos de hipóteses — reduzindo a dependência só de experimentos físicos e de tentativas e erros manuais.

Na prática, a infraestrutura também apoiou ensaios clínicos, redação médica, fluxos de trabalho laboratoriais e pesquisas por imagem. Ela permitiu treinar modelos mais rápido e testar milhares de hipóteses simultaneamente, incorporando aprendizados de milhões de experimentos e de dados públicos para gerar e avaliar anticorpos, nanocorpos e outras moléculas.

Principais aplicações

  • Lilly TuneLab: modelos selecionados seriam disponibilizados para empresas de biotecnologia, permitindo colaboração externa e refinamento conjunto dos modelos;
  • Descoberta de moléculas: uso de plataformas como Nvidia BioNeMo para gerar e testar candidatos a fármacos com base em grandes conjuntos de dados;
  • Design de terapias genéticas: aceleração da criação de soluções para doenças degenerativas;
  • Pesquisa por imagem: aplicar aprendizado profundo em bases extensas para transformar investigações que antes levavam meses em processos de dias.
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“Se você se concentrar apenas na ciência, terá apenas um experimento, um artigo ou um tratamento — mas se unir ciência e tecnologia, como a computação acelerada que estamos obtendo por meio desta fábrica de IA, poderá atingir uma escala massiva para levar o tratamento a milhões de pessoas”, disse Diogo Rau, vice‑presidente executivo e diretor de informação e digital da Eli Lilly.

“Os modelos básicos estão abrindo novas possibilidades para químicos, ajudando a descobrir arranjos de átomos que antes ficavam fora do alcance dos métodos tradicionais”, disse Thomas Fuchs, diretor de IA da empresa.

Na linha de produção, a tecnologia gerou gêmeos digitais das fábricas para simular e otimizar cadeias de suprimentos antes de mudanças físicas. Também viabilizou inspeção por robôs, movimentação automatizada de materiais e o uso de agentes de IA como planejadores e executores em ambientes digitais e físicos, desde a geração de moléculas in silico até o apoio a testes in vitro.

“Agentes de IA podem trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, e explorar ideias que os humanos talvez não tenham tempo ou capacidade de experimentar”, afirmou Diogo Rau.

O avanço tem impacto também em centros de pesquisa e saúde no Brasil: instituições do país, incluindo unidades em Salvador, na Bahia, passaram a acompanhar essas aplicações pela capacidade de acelerar estudos em genômica, medicina personalizada e otimizar processos farmacêuticos.

Segundo a empresa, a fábrica de IA será usada de forma contínua para treinar modelos e compartilhar resultados por meio do Lilly TuneLab, com o objetivo de ampliar a colaboração e acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos.

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