A Meta, empresa por trás do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou que está fabricando seus próprios chips para inteligência artificial. A jogada serve para ter mais controle da sua tecnologia e gastar menos, sem depender de outras companhias do setor.
O primeiro modelo desses novos componentes já está em uso. Ele ajuda a treinar os sistemas que decidem o que você vê no seu feed, como as postagens, vídeos e anúncios que são recomendados todos os dias nas redes sociais.
Mas os planos são maiores. A empresa já tem outros três modelos de chips mais potentes no forno, com previsão de lançamento até 2027. Esses serão usados para tarefas mais complexas, como a criação de imagens e vídeos a partir de comandos de texto, uma área da IA que está em alta.
Ao criar seus próprios chips, a Meta busca não ficar refém de empresas como a Nvidia, que hoje domina esse mercado. Produzir a própria tecnologia dá mais liberdade e protege a companhia contra a alta de preços dos componentes.
O ritmo de produção será acelerado, com a promessa de um novo chip a cada seis meses, algo incomum na indústria. A Meta está investindo pesado para ampliar seus data centers, que são como armazéns gigantescos de computadores, para suportar a demanda crescente por IA.
Apesar do plano ambicioso, existe um desafio no caminho: a falta de um tipo específico de memória de alta velocidade no mercado global, essencial para esses novos chips. A empresa, no entanto, garante que já conseguiu o estoque necessário para seus projetos atuais.







