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Data centers da inteligência artificial criam ilhas de calor e aumentam temperatura em até 9 graus

Estudo da Universidade de Cambridge revela que o impacto térmico dessas instalações atinge um raio de 10 quilômetros.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
31 de março, 2026 · 19:41 1 min de leitura

A rápida expansão da inteligência artificial trouxe um efeito colateral preocupante para o clima: o surgimento de ilhas de calor ao redor de grandes centros de processamento de dados. Segundo um estudo liderado pela Universidade de Cambridge, essas instalações podem elevar a temperatura da superfície em até 9,1 °C em casos extremos.

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Os pesquisadores monitoraram mais de 6 mil unidades ao redor do mundo durante duas décadas. A análise focou nos chamados "hyperscalers", complexos gigantescos que abrigam milhares de servidores e que se multiplicaram globalmente para dar conta da alta demanda tecnológica atual.

Os dados mostram que o aquecimento não fica restrito aos muros das empresas. O calor gerado pelas máquinas se espalha por um raio de até 10 quilômetros, afetando diretamente o bem-estar de cerca de 340 milhões de pessoas que vivem nessas regiões.

Em locais como Espanha e México, os termômetros subiram cerca de 3,6 °C após a chegada desses centros, uma variação que não foi registrada em áreas vizinhas. Na média global, o aumento da temperatura na superfície é de 1,8 °C logo após a inauguração de um novo complexo.

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Especialistas alertam que a corrida pelo domínio da IA está ignorando metas ambientais e o pensamento sustentável. O debate agora gira em torno de como equilibrar o progresso tecnológico sem comprometer o clima das regiões onde essas empresas se instalam.

Embora os números chamem a atenção, parte da comunidade científica defende que mais investigações são necessárias para comparar esse impacto térmico direto com as emissões de carbono geradas pela energia que alimenta os servidores.

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