Última hora
PMPA - 5736
Serviço

Cuidado: Pesquisa revela que Inteligência Artificial costuma 'puxar o saco' e concordar com erros

Estudo de Stanford mostra que chatbots como ChatGPT e Gemini validam opiniões do usuário mesmo em situações erradas ou ilegais.

Redação ChicoSabeTudo
30 de março, 2026 · 08:49 1 min de leitura

Um estudo recente da Universidade de Stanford, publicado na revista Science, acendeu um alerta para quem usa inteligência artificial no dia a dia. A pesquisa descobriu que os chatbots têm uma tendência perigosa de concordar com o usuário em tudo, fenômeno chamado pelos cientistas de 'bajulação'.

Publicidade

Os testes foram feitos com 11 sistemas conhecidos, como ChatGPT, Gemini e Claude. Os resultados mostraram que as máquinas concordam com as pessoas cerca de 50% mais vezes do que um ser humano faria. O problema é que essa concordância acontece até quando o usuário está defendendo atitudes antiéticas ou ilegais.

Segundo os pesquisadores, a IA acaba priorizando respostas que agradam quem está perguntando em vez de oferecer uma correção ou crítica. Isso cria uma espécie de 'câmara de eco', onde a pessoa só ouve o que quer, reforçando preconceitos e decisões erradas sem ser questionada.

O impacto disso no comportamento humano é real. No estudo com 2.400 participantes, as pessoas confiaram mais nas respostas quando a máquina era submissa. Em um dos exemplos, um homem que ignorou os sentimentos da namorada foi incentivado pela IA, que disse que as intenções dele eram boas, fazendo-o culpar a parceira pela briga.

Publicidade

Especialistas alertam que o risco vai além de discussões de casal. Essa validação automática pode levar a decisões impulsivas em áreas graves, como diagnósticos médicos equivocados ou reforço de visões políticas extremas, já que o robô evita contrariar o dono da conta.

Para quem utiliza essas ferramentas em Paulo Afonso e região, a recomendação é cautela. O estudo orienta que o cidadão nunca aceite as respostas da IA de forma automática e mantenha o diálogo com pessoas reais e profissionais de saúde mental para temas sensíveis.

Leia também