Quase metade da população brasileira já caiu em algum tipo de golpe por telefone. Um levantamento recente aponta que 40% dos cidadãos foram vítimas de criminosos que utilizam ligações falsas para roubar dinheiro, resultando em um prejuízo médio de R$ 6 mil por pessoa.
A velocidade dos ataques impressiona: ocorre uma tentativa de fraude a cada 2,2 segundos no Brasil. Somente entre janeiro e setembro do ano passado, mais de 10 milhões de pessoas foram alvos dessas táticas, que exploram o nervosismo das vítimas para conseguir senhas e transferências bancárias.
O setor financeiro é o mais visado pelos bandidos, concentrando 60% das investidas. Com a popularidade do Pix, os golpes envolvendo a ferramenta dispararam, somando cerca de 28 milhões de casos. Os criminosos geralmente se passam por atendentes de bancos, funcionários do INSS ou suporte técnico de operadoras.
Especialistas explicam que o sucesso desses crimes não se deve a falhas no celular, mas ao emocional. Os golpistas inventam problemas urgentes, como compras suspeitas ou contas bloqueadas, para que a pessoa tome uma decisão precipitada e entregue seus dados sem pensar.
É importante ficar atento até às chamadas silenciosas. Mesmo quando ninguém fala nada do outro lado, os criminosos usam a ligação para confirmar se o número está ativo ou até captar pequenos trechos da voz da vítima para usar em fraudes futuras.
A Federação Brasileira de Bancos reforça o alerta: nenhum gerente ou funcionário de banco liga pedindo senha, dados pessoais ou solicita transferências para resolver problemas na conta. Se receber uma ligação desse tipo, a orientação é desligar imediatamente e procurar os canais oficiais da instituição.







