Um levantamento da empresa de segurança McAfee revelou um crescimento alarmante no uso de deepfakes impulsionados por inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos, com uma elevação de 1.740% desde 2024. Essa tecnologia, que possibilita a manipulação de vídeos e imagens de forma altamente convincente, tornou os golpes online praticamente imperceptíveis.
A pesquisa mostrou que 46% dos norte-americanos já se depararam com fraudes assistidas por IA durante compras na internet. Desses, 39% consideraram que a complexidade dos vídeos fraudados aumentou consideravelmente, dificultando a identificação das fraudes.
Além disso, um em cada cinco consumidores admitiu ter sido vítima de fraudes durante períodos festivos, resultando em um prejuízo médio de US$ 840 (aproximadamente R$ 4,5 mil) por pessoa. Apesar de 38% dos entrevistados acreditarem que poderiam reconhecer uma fraude, 22% confessaram que já foram enganados.
Entre os exemplos destacados pela McAfee, um caso emblemático envolveu a cantora Taylor Swift, cujo rosto foi utilizado em um deepfake para disseminar uma falsa promoção de panelas Le Creuset. A manipulação buscou aproveitar a confiança dos fãs, oferecendo produtos que a artista realmente aprecia.
As fraudes por meio de deepfakes seguem um padrão bem definido, geralmente redirecionando vítimas a páginas falsas que mimetizam sites legítimos, com alterações sutis nos URLs. Esta prática corresponde ao que se conhece como phishing moderno, sendo mais complexo de detectar para usuários desavisados.
Como detectar deepfakes
A identificação de deepfakes é uma tarefa desafiadora, mas análises de texturas de imagens e a observação atenta de incoerências verbais podem ajudar na verificação. A McAfee ressaltou a importância de utilizar ferramentas avançadas de detecção, como a mostrada em seu canal no YouTube, para identificar conteúdos falsificados.







