A Science Corp, startup criada pelo ex-presidente da Neuralink, Max Hodak, está se preparando para iniciar os primeiros testes de um chip cerebral inovador em seres humanos nos Estados Unidos. O projeto conta com a liderança do chefe de neurocirurgia da Yale Medical School, o doutor Murat Günel.
Diferente do chip de Elon Musk, que precisa perfurar o tecido cerebral para funcionar, a nova tecnologia utiliza um sensor do tamanho de uma ervilha que fica apenas na superfície do cérebro. O diferencial é o uso de biologia: neurônios cultivados em laboratório ajudam a conectar o aparelho aos circuitos humanos de forma natural.
O objetivo principal é oferecer uma alternativa mais segura e duradoura. Enquanto eletrodos de metal comuns podem causar cicatrizes no tecido nervoso, a abordagem orgânica da Science Corp utiliza pulsos de luz para se comunicar com o cérebro, reduzindo drasticamente os riscos de danos permanentes.
Os primeiros voluntários serão pacientes que já precisam passar por cirurgias cranianas graves, como pessoas que sofreram AVC. Os médicos querem verificar se o sensor consegue ler a atividade cerebral com precisão antes de expandir o uso para outros tratamentos complexos.
A expectativa é que a tecnologia possa não apenas esconder sintomas, mas interromper o avanço de doenças como o Mal de Parkinson. Além disso, o sensor poderá monitorar tumores e enviar alertas automáticos para médicos caso o paciente corra risco de ter uma convulsão.
Apesar do entusiasmo, o processo ainda deve demorar alguns anos para chegar ao grande público. Devido ao rigor dos comitês de ética, os especialistas acreditam que testes clínicos em larga escala só devem começar a partir de 2027, após a validação total da segurança em humanos.







