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Codesal encerra Operação Chuva 2026 com quase 5 mil vistorias e junho registra frio incomum em Salvador

Balanço quadrimestral aponta 984 mm de chuva acumulada na capital baiana, 30% mais atendimentos que em 2025 e termômetros abaixo dos 19°C em dois bairros de Salvador

Redação ChicoSabeTudo
10 de julho, 2026 · 07:07 2 min de leitura
Vista de bairro de Salvador com tempo nublado e frio durante a temporada de chuvas de junho de 2026
Vista de bairro de Salvador com tempo nublado e frio durante a temporada de chuvas de junho de 2026

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) encerrou oficialmente a Operação Chuva 2026 em 30 de junho com um balanço considerado positivo pelo órgão. Ao longo dos quatro meses de atuação — de março a junho —, foram realizadas 4.933 vistorias técnicas na capital baiana, número 30% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 9.

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O mês de junho também chamou atenção pelo frio registrado em alguns pontos da cidade. Barro Duro foi o bairro que marcou a menor temperatura do período, com 18,0°C. Logo atrás ficou a Praia do Flamengo, em Stella Maris, com 18,2°C. Segundo a Codesal, o resfriamento foi causado pela intensificação da umidade vinda do Atlântico após a passagem de uma frente fria nos dias 21 e 22 de junho.

Além das baixas temperaturas, junho registrou os ventos mais fortes do período. Em Valéria — Embasa, as rajadas chegaram a 66,6 km/h no dia 4. Já em Barra — Vila Naval, os ventos atingiram 61,9 km/h no dia 5, segundo os dados da Codesal.

No total, entre março e junho, Salvador acumulou 984,0 mm de chuva — volume 1,2% acima da normal climatológica de 972,0 mm, de acordo com a estação de referência do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), localizada em Ondina. O destaque ficou por conta de março, que registrou 234,8 mm, o maior acumulado para o mês nos últimos quatro anos e 59,4% acima da média esperada de 147,3 mm. Em algumas localidades, como a estação Liberdade — Vila Sabiá, o volume chegou a 318,6 mm.

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Abril também ficou acima da média, com 310,2 mm contra os 284,9 mm esperados — alta de 8,8%. As maiores precipitações foram registradas na Calçada (353,6 mm), Caixa D'Água (353,2 mm) e Barra — Vila Naval (351,4 mm), impulsionadas por um corredor de umidade e cavado atmosférico próximo à costa. Maio e junho, por sua vez, ficaram abaixo da média histórica dos últimos 30 anos.

Os episódios mais intensos foram associados à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), a vórtices ciclônicos e a ventos úmidos vindos do oceano. Ainda assim, segundo a Codesal, não houve necessidade de evacuação preventiva nem ativação do Sistema de Alerta e Alarme em nenhum momento do quadrimestre.

As principais ocorrências foram riscos de desabamento (2.346) e ameaças de deslizamento (922). Também foram registradas 430 vistorias em imóveis alagados e 289 deslizamentos de terra. O canal 199 foi o principal meio de comunicação entre a população e o órgão durante toda a operação.

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Para proteção de encostas e áreas de risco, a Codesal liberou 86.900 m² de lona plástica ao longo do período, atendendo 625 locais. Os bairros com maior colocação de lonas foram Sete de Abril, São Marcos e Castelo Branco. O diretor-geral do órgão, Adriano Silveira, destacou que "Salvador está mais resiliente" graças a investimentos municipais em proteção de encostas e equipamentos meteorológicos.

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