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Cientistas de Singapura Criam Alfarroba com Sabor Quase Idêntico ao Chocolate

Pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura desenvolveram técnicas inovadoras para que a alfarroba, alternativa ao cacau, atinja um sabor muito próximo ao chocolate, combatendo a crise do cacau.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
11 de dezembro, 2025 · 19:55 3 min de leitura
Professor Associado Liu Shao Quan (à esquerda) e o Sr. Manfred Ku, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da NUS, foram os responsáveis pelo desenvolvimento dos métodos (Imagem: Faculdade de Ciências da NUS)
Professor Associado Liu Shao Quan (à esquerda) e o Sr. Manfred Ku, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da NUS, foram os responsáveis pelo desenvolvimento dos métodos (Imagem: Faculdade de Ciências da NUS)

Se você é daqueles que sentiu o chocolate mudar de sabor nos últimos tempos, não está sozinho. A verdade é que a indústria de chocolates enfrenta um desafio e tanto! Secas severas, mudanças climáticas e doenças nas plantações, principalmente na África, causaram uma queda brusca na produção de cacau. Para driblar essa crise, fabricantes precisaram mexer nas fórmulas, e o resultado a gente sente no paladar e na textura.

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Mas, uma boa notícia chega de Singapura! Um grupo de pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura (NUS), comandado pelo professor associado Liu Shao Quan, focou em uma alternativa promissora: a alfarroba (Ceratonia siliqua). Conhecida por ser mais resistente às variações do clima, a alfarroba sempre foi uma opção sem cafeína e menos amarga, mas seu sabor mais suave limitava seu uso em larga escala pelas grandes indústrias.

Alfarroba com gosto de chocolate? Descubra como!

O grande avanço da equipe da NUS foi desenvolver dois processos inovadores que, usando enzimas, conseguem transformar o perfil de sabor da alfarroba depois de torrada, deixando-a bem mais parecida com o chocolate que tanto amamos:

  • Um toque de proteína de soja: Imagine que eles usaram uma “ajudinha” de uma proteína de soja tratada com enzimas. Quando aplicada na polpa da alfarroba, essa proteína realça compostos que dão aquele sabor amargo e o aroma característico do chocolate amargo. Além disso, essa técnica diminui aqueles cheiros menos agradáveis que a alfarroba tem naturalmente, equilibrando tudo.
  • Enzimas que liberam doçura natural: A segunda técnica é como um truque de mágica que faz o próprio doce da alfarroba aparecer mais. Usando enzimas alimentares, os cientistas incentivam a formação de açúcares naturais durante a torrefação. O resultado? Essas reações de caramelização liberam aromas doces, suavizando o gosto e deixando a alfarroba muito mais apetitosa.

Um futuro mais doce e sustentável para o chocolate

Atualmente, a alfarroba aparece mais em cafeterias e produtos saudáveis, mas com essas melhorias, a expectativa é que ela ganhe espaço nas confeitarias e grandes indústrias de chocolate. Isso significa que podemos ter produtos deliciosos que não dependem apenas do cacau.

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“Nossa pesquisa não é só sobre replicar o sabor do cacau; é sobre diversificar os ingredientes que usamos para fazer alternativas ao chocolate”, explicou Manfred Ku, primeiro autor do artigo científico e estudante de doutorado da NUS. “Ao recorrermos a culturas resistentes e adaptáveis ao clima, como a alfarroba, podemos ajudar a indústria a se adaptar aos desafios ambientais, oferecendo aos consumidores um produto que eles irão apreciar.”

O professor Liu Shao Quan reforçou que essa inovação é um passo importante para um mercado que busca, e precisa, de fontes alternativas. “Nossas novas técnicas aprimoram o sabor da própria alfarroba, sem o uso de aditivos como aromatizantes. Assim, os consumidores podem ter o melhor dos dois mundos: sabor superior e uma lista de ingredientes simples. Com essas inovações, pretendemos contribuir significativamente para enfrentar os desafios e atender às necessidades atuais da indústria do chocolate”, concluiu.

A pesquisa completa foi publicada no prestigiado Journal of Food Science, abrindo um caminho delicioso para o futuro do chocolate.

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