Pesquisadores da Northwestern University, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo tipo de robô modular capaz de continuar funcionando mesmo após sofrer danos graves. A máquina, apelidada de metamáquina, é composta por unidades independentes que podem se separar e se reorganizar para superar obstáculos ou sobreviver a impactos.
O grande diferencial do projeto é que cada módulo possui seu próprio sistema de computação e duas pernas que giram em um eixo único. Isso permite que as peças funcionem sozinhas, rolando ou saltando, ou se conectem para formar um organismo maior e mais complexo, dependendo da necessidade do terreno.
Durante os testes, a tecnologia demonstrou uma resistência impressionante. Se uma parte do robô é arrancada ou danificada, os módulos restantes identificam a falha e mudam a forma de se movimentar para continuar avançando. Em alguns casos, o sistema seguiu operando normalmente mesmo após ser dividido em várias partes menores.
A inteligência artificial foi a responsável por 'desenhar' o robô. Em vez de seguirem um projeto rígido, os cientistas deixaram que a IA testasse milhares de combinações em simulações. O computador selecionou as formas mais eficientes de locomoção, resultando em um design que se adapta facilmente a grama, lama e cascalho.
Apesar da alta capacidade de sobrevivência física, o robô ainda é considerado 'cego'. Ele não possui sensores externos para mapear o ambiente ou identificar um destino final. O foco do sistema atual é puramente a coordenação entre os módulos e a manutenção do movimento, independentemente do que aconteça com sua estrutura.
A descoberta abre portas para o uso de máquinas em locais de difícil acesso ou situações de risco, onde robôs convencionais quebrariam e ficariam inúteis. Com a tecnologia modular, a expectativa é que futuras versões possam realizar buscas e salvamentos em escombros ou terrenos acidentados sem interrupções.







