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Ciência brasileira faz história com o nascimento do primeiro clone de porco da América Latina

Experimento realizado no interior de São Paulo abre caminho para que órgãos de suínos sejam usados em humanos no futuro

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
08 de abril, 2026 · 19:47 1 min de leitura

A ciência brasileira atingiu um feito histórico com o nascimento do primeiro clone suíno da América Latina. O animal nasceu em uma unidade do Instituto de Zootecnia (IZ), em Piracicaba, no interior de São Paulo, marcando um avanço gigante na biotecnologia do país.

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O projeto é liderado pela USP e tem um objetivo que parece de filme, mas é pura realidade: criar porcos que possam doar órgãos e tecidos para seres humanos. Essa técnica, chamada de xenotransplante, busca diminuir as filas de espera por transplantes e salvar vidas de quem aguarda um doador compatível.

Para que o nascimento fosse possível, os pesquisadores prepararam uma estrutura especial com regras rígidas de higiene e bem-estar animal. O processo envolveu médicos veterinários e especialistas em reprodução, que realizaram cirurgias complexas para implantar os embriões clonados.

A partir de agora, o clone será monitorado de perto até atingir a fase adulta. Os cientistas querem observar como o animal se desenvolve para garantir que a tecnologia seja segura e possa ser aplicada em larga escala no futuro.

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Segundo a Secretaria de Agricultura de São Paulo, o sucesso dessa pesquisa coloca o Brasil em uma posição de destaque no cenário mundial. Além da saúde humana, o estudo também traz benefícios para a produção animal e para a economia voltada à tecnologia.

Atualmente, novas gestações de outros clones já estão em andamento. A expectativa da equipe é que, com o tempo, a técnica ajude a resolver a falta de órgãos em hospitais, um dos maiores desafios da saúde pública hoje no Brasil e no mundo.

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