A China mandou um recado direto para os Estados Unidos: o uso sem controle de inteligência artificial (IA) no exército pode criar um cenário igual ao do filme 'O Exterminador do Futuro'. O alerta veio do coronel Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa chinês.
Segundo o militar, o perigo é a tecnologia começar a operar fora do controle de quem a criou, um risco que ele chamou de 'fuga tecnológica'. A preocupação aumentou depois que o Pentágono acelerou o uso de algoritmos em suas operações militares pelo mundo.
O governo chinês teme que os americanos usem a IA para vigilância em massa e para automatizar bombardeios, onde o programa de computador decidiria sobre a vida e a morte de pessoas. Para eles, essa é uma decisão que deve ser sempre de um ser humano.
A polêmica esquentou quando o governo dos EUA classificou uma empresa de tecnologia, a Anthropic, como 'risco à segurança nacional' por ela se recusar a liberar sua IA para uso militar sem travas de segurança. Em resposta, os americanos autorizaram o uso do sistema Grok, de Elon Musk, em operações secretas.
Para tentar frear essa corrida, a China propõe que a ONU (Organização das Nações Unidas) crie regras globais para o uso militar da IA. A ideia é garantir que a tecnologia seja usada para o bem e não para criar uma guerra de máquinas.
A base da proposta chinesa é o que eles chamam de 'primazia humana'. Ou seja, não importa o quão avançado seja o sistema, um ser humano deve sempre estar no comando e ter a palavra final, especialmente em situações de combate.







