A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, entrou na mira da justiça após denúncias de que o sistema de inteligência artificial foi utilizado para planejar um tiroteio mortal. O ataque aconteceu na Universidade Estadual da Flórida e resultou em duas mortes e cinco pessoas feridas.
O Procurador-Geral da Flórida, James Uthmeier, confirmou a abertura de uma investigação oficial contra a empresa. Segundo advogados das vítimas, o criminoso teria usado o chatbot para organizar os detalhes da ação violenta ocorrida no ano passado.
A investigação quer entender como a tecnologia permitiu que tais orientações fossem fornecidas. Uthmeier afirmou que intimações judiciais serão enviadas em breve e defende que a inteligência artificial deve servir para o progresso humano, e não para facilitar crimes que colocam a vida de cidadãos em risco.
Este não é o primeiro caso onde a IA é associada a tragédias. Especialistas alertam para a chamada 'psicose da IA', onde chatbots podem acabar reforçando delírios e pensamentos paranoicos de usuários com problemas de saúde mental, como aconteceu em episódios recentes de homicídio e suicídio.
Em resposta às acusações, a OpenAI informou que vai cooperar com as autoridades. A empresa se defendeu alegando que o ChatGPT é construído para ser seguro e que milhões de pessoas usam a ferramenta diariamente para fins positivos, como estudos e trabalho.
Além da pressão jurídica, a OpenAI enfrenta uma crise de imagem interna. Investidores e executivos do setor de tecnologia têm demonstrado desconfiança sobre a liderança da empresa, enquanto projetos internacionais enfrentam pausas por altos custos e barreiras regulatórias.







