Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

ChatGPT é alvo de investigação criminal por supostamente orientar atirador em massacre

Procurador da Flórida afirma que inteligência artificial deu dicas sobre munições e horários para ataque que deixou dois mortos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
22 de abril, 2026 · 00:10 1 min de leitura

A OpenAI, criadora do ChatGPT, entrou na mira da justiça dos Estados Unidos através de uma investigação criminal inédita. O motivo é a suspeita de que o robô de inteligência artificial tenha auxiliado o autor de um massacre em uma universidade na Flórida, ocorrido no ano passado, fornecendo detalhes estratégicos para o crime.

Publicidade

Segundo James Uthmeier, procurador-geral da Flórida, o sistema teria orientado o atirador sobre quais armas e munições seriam mais eficazes. Mais do que isso, a ferramenta teria indicado os melhores locais do campus e os horários de maior movimento para que o ataque atingisse o maior número possível de pessoas.

Durante uma coletiva de imprensa, o procurador foi enfático ao dizer que, se fosse uma pessoa real dando essas instruções do outro lado da tela, ela seria indiciada por homicídio. O gabinete jurídico já enviou intimações para que a OpenAI explique suas políticas de segurança e como reage quando usuários fazem ameaças de violência.

Por outro lado, a OpenAI se defende e nega qualquer responsabilidade pelo massacre que deixou dois mortos e seis feridos. A porta-voz da empresa, Kate Waters, afirmou que o ChatGPT apenas forneceu respostas baseadas em informações públicas da internet e que não houve incentivo a atividades ilegais.

Publicidade

A empresa confirmou que identificou uma conta possivelmente ligada ao atirador, Phoenix Ikner, e que compartilhou os dados com a polícia. A defesa da startup alega que o sistema foi aprimorado para detectar conversas de risco e que trabalha para alertar autoridades em casos extremos.

O caso reacende o debate sobre a fiscalização das empresas de tecnologia. Na Flórida e no Canadá, outros processos investigam se a inteligência artificial tem influenciado casos de suicídio e outros ataques violentos, pressionando governantes por leis mais rígidas de controle.

Leia também