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Chatbot Grok do X foi usado para espalhar links de phishing no Brasil

Golpe usou o chatbot Grok do X para republicar links de phishing ocultos no campo 'from', alcançando usuários no Brasil, com risco na Bahia.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
27 de outubro, 2025 · 09:36 2 min de leitura
Chamada de "Grokking", prática combina engenharia social e inteligênciaartificial (Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock)
Chamada de "Grokking", prática combina engenharia social e inteligênciaartificial (Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock)

Um golpe recente usou o chatbot Grok, da plataforma X, para espalhar links de phishing no Brasil — com risco concreto para usuários na Bahia. A técnica era simples, mas eficaz: endereços eram escondidos no campo técnico “from” e induziam o robô a republicar os links como se fossem parte do conteúdo original.

O que aconteceu

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Golpistas publicaram vídeos atraentes com links ocultos e, em seguida, consultaram o chatbot sobre a origem do material. Ao ler essas mensagens, o bot passou a promover os endereços. Isso deu às fraudes uma aparência de confiança, já que os links ficaram associados a contas verificadas e até a posts patrocinados.

“Qualquer ferramenta de IA integrada a plataformas confiáveis está vulnerável a esse tipo de manipulação, mostrando o quanto criminosos buscam criar novas formas de driblar mecanismos de segurança e os riscos de confiar cegamente nos resultados da IA”, disse Camilo Gutiérrez Amaya, chefe do laboratório de pesquisa da ESET na América Latina.

A investigação da ESET indicou que a campanha teve alcance potencial de milhões de visualizações e representou alto risco de roubo de dados e de identidade. Os links redirecionavam usuários para formulários para capturar informações ou para arquivos com malwares capazes de invadir contas.

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A empresa também revelou características claras do esquema: transformar um chatbot confiável em vetor de amplificação de phishing; usar vídeos pagos com potencial para atingir milhões de pessoas; e reforçar a “reputação” dos links ao associá‑los a resultados gerados por IA. Centenas de contas repetiram a prática até serem bloqueadas pela plataforma.

Pesquisas citadas pela ESET e por analistas mostram que esse tipo de ataque está crescendo. A consultoria Gartner apontou que 32% das empresas sofreram incidentes envolvendo IA generativa no último ano. Especialistas também relatam que criminosos passaram a ocultar mensagens em textos invisíveis ou em caracteres especiais, ampliando as vulnerabilidades de modelos de GenAI.

Como se proteger

O que você pode fazer na prática? Não é preciso ser especialista para reduzir riscos — basta adotar alguns hábitos simples.

  • Passe o mouse sobre links antes de clicar, para conferir a URL;
  • Use senhas fortes, únicas e gerenciadas por um cofre de senhas;
  • Ative a autenticação multifator (MFA) sempre que possível;
  • Mantenha sistemas e aplicativos atualizados para reduzir a exploração de vulnerabilidades.

O caso levou ao bloqueio das contas que repetiam o esquema e segue sendo monitorado por empresas de segurança digital e pela própria plataforma. Em resumo: a IA facilita muitas coisas — mas também exige atenção extra. Vale a pena checar duas vezes antes de clicar.

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