O Comitê de Segurança Interna da Câmara dos Estados Unidos convocou Dario Amodei, CEO da Anthropic, para depor no dia 17 de dezembro sobre um ciberataque atribuído a agentes supostamente ligados à China, que teria utilizado a inteligência artificial da empresa. Essa será a primeira vez que um executivo da Anthropic comparece ao Congresso, ao lado de líderes de outras empresas como Google Cloud e Quantum Xchange.
A Anthropic revelou, em um relatório de 13 de novembro, a detecção de uma "campanha de espionagem altamente sofisticada" que ocorreu em setembro. O ataque foi realizado por um grupo que, segundo a startup, pode ter o apoio do governo chinês e que utilizou o Claude Code para automatizar invasões em aproximadamente 30 alvos, incluindo empresas de tecnologia, instituições financeiras e órgãos governamentais.
Segundo a companhia, este ataque representa o primeiro caso em larga escala que ocorreu com mínima intervenção humana. O fenômeno, citado como "hacking vibe", permite que indivíduos sem formação técnica recorram a IAs generativas para desenvolver e executar códigos maliciosos, uma tendência que vem crescendo nos últimos anos.
Para a Anthropic, as capacidades de sua tecnologia, que podem ser utilizadas para ataques, também são essenciais para a defesa cibernética. O modelo Claude foi amplamente utilizado pela equipe interna durante a investigação do ciberataque, evidenciando sua aplicabilidade dual na segurança digital. O presidente do comitê, Andrew Garbarino, ressaltou que o caso serve como um alerta sobre como adversários estrangeiros estão utilizando sistemas de IA comerciais para conduzir operações de forma quase autônoma. A Anthropic não comentou sobre a audiência solicitada.
A convocação de Amodei e outros executivos reitera a crescente preocupação sobre o uso malicioso de tecnologias avançadas, e as investigações devem trazer mais esclarecimentos sobre as práticas de segurança em relação a esse novo cenário de cibercrime.







