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Celulares, TVs e PCs devem ficar até 30% mais caros para o consumidor

Escassez global de chips de memória RAM atinge fabricantes e força repasse de preços nas prateleiras brasileiras

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
28 de abril, 2026 · 17:56 1 min de leitura

O bolso do consumidor vai sentir um peso extra na hora de trocar de celular ou comprar uma TV nova. Um relatório da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) aponta que os preços dos eletrônicos podem subir até 30% devido à falta de componentes no mercado mundial.

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A grande vilã dessa história é a memória RAM, peça fundamental para o funcionamento de quase tudo que é digital. Com a produção em baixa e a procura nas alturas, o custo para fabricar notebooks, computadores e até consoles de videogame disparou, atingindo o maior patamar dos últimos 20 meses.

O motivo por trás desse sumiço de peças é o avanço da Inteligência Artificial. Gigantes como Google e Microsoft estão comprando estoques gigantescos de chips para seus centros de dados, deixando as fabricantes de eletrônicos comuns no fim da fila de prioridades.

Segundo a Abinee, quase metade das indústrias do setor já sente o impacto direto no custo da matéria-prima. Como as fábricas não conseguem absorver sozinhas esse aumento, o reajuste acaba sendo repassado diretamente para quem compra nas lojas.

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A situação é complicada porque abrir novas fábricas de chips demora tempo. Mesmo empresas poderosas como a Samsung não conseguem acelerar a produção de um dia para o outro, o que mantém a oferta de produtos baixa e os preços lá no alto.

Para quem está planejando uma compra, a previsão não é das melhores. A expectativa é que novas unidades de fabricação só comecem a equilibrar o mercado a partir do próximo ano, o que significa que os preços altos devem continuar por um bom tempo nas vitrines.

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