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Celulares e eletrônicos podem ficar mais caros com falta de peças até 2027

Samsung alerta que a alta demanda por inteligência artificial está esgotando os estoques de chips de memória no mundo todo.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
30 de abril, 2026 · 21:02 1 min de leitura

Prepare o bolso para os próximos anos. A Samsung, maior fabricante de chips do mundo, emitiu um alerta preocupante: a falta de memórias para dispositivos eletrônicos deve piorar drasticamente até 2027, o que tende a elevar os preços de smartphones, consoles e computadores.

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O problema central é a explosão da Inteligência Artificial. Grandes empresas como Google e Amazon estão comprando quase toda a produção de chips avançados para seus centros de dados, deixando pouco espaço na linha de montagem para os componentes básicos usados nos aparelhos do nosso dia a dia.

Executivos da marca sul-coreana confirmaram que a oferta atual está muito abaixo do que o mercado precisa. Segundo Kim Jaejune, da divisão de memórias, o buraco entre o que as fábricas produzem e o que os clientes querem comprar será ainda maior em 2026 e 2027.

A situação já reflete no caixa da companhia. Enquanto a divisão de chips bateu recordes de lucro no início deste ano, o setor de celulares começou a sofrer com a queda na rentabilidade, justamente porque as peças para montar os aparelhos ficaram bem mais caras.

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Para tentar contornar a crise, a Samsung está fechando contratos de longo prazo com alguns clientes, mas admite que construir novas fábricas leva tempo e não resolve a escassez agora. Além disso, o custo do transporte internacional, influenciado pela alta do petróleo, também pressiona os valores finais.

Outro fator que pode agravar o cenário é a ameaça de greve dos trabalhadores da Samsung na Coreia do Sul. Se a produção parar, o desequilíbrio entre oferta e demanda será sentido ainda mais rápido pelo consumidor final, que terá dificuldades em encontrar produtos com preços acessíveis.

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