Já passou por aquela situação de comentar com um amigo que precisa de um tênis novo e, pouco depois, o anúncio de um aparecer no seu celular? Muita gente jura que o aparelho está ouvindo a conversa, mas a verdade por trás disso é outra e envolve os rastros que deixamos na internet.
As grandes empresas de tecnologia, como Google e Facebook, garantem que não usam o microfone para espionar conversas e direcionar anúncios. A operação para gravar, processar e analisar o áudio de milhões de pessoas seria extremamente cara, gastaria toda a sua bateria e consumiria muitos dados de internet.
O que acontece é que elas são muito boas em conectar os pontos. Tudo que você pesquisa, os sites que visita, os vídeos que assiste e até os locais por onde passa com o GPS ligado criam um perfil detalhado sobre seus gostos e necessidades.
Essa inteligência vai além. O sistema sabe com quem você interage. Se você passou a tarde com um amigo que pesquisou sobre um modelo de carro, o algoritmo pode presumir que o assunto surgiu na conversa e começar a mostrar anúncios de veículos para você também.
Os algoritmos analisam o comportamento de grupos de pessoas com perfis parecidos. Se usuários com histórico semelhante ao seu começam a comprar um determinado produto, o sistema prevê que você provavelmente também terá interesse e exibe a propaganda.
Para quem se sente vigiado, uma dica é revisar as permissões dos aplicativos no celular. Muitos apps pedem acesso ao microfone e à localização sem real necessidade. Limitar esses acessos e limpar os dados de navegação regularmente pode ajudar a reduzir a precisão dos anúncios.







