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Cacau da Bahia supera marcas europeias e ganha título de melhor chocolate do mundo

Com tecnologia de ponta e cultivo sustentável, produtores de Ilhéus transformam a crise em lucro no mercado de luxo internacional.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
04 de maio, 2026 · 14:52 1 min de leitura

O chocolate produzido no sul da Bahia deixou de ser apenas um produto comum para ocupar as prateleiras mais caras de cidades como Tóquio e Nova York. O segredo dessa reviravolta está no sistema de cultivo chamado Cabruca, onde os cacaueiros crescem protegidos pela sombra da Mata Atlântica, garantindo um sabor que os europeus não conseguem copiar.

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Diferente das grandes indústrias que misturam grãos de qualquer lugar, os produtores baianos adotaram o modelo 'do grão à barra'. Isso significa que o dono da fazenda controla tudo: desde a colheita e a fermentação até o momento em que o chocolate é embalado. Esse cuidado rigoroso fez o Brasil vencer prêmios internacionais importantes, superando países tradicionais como a Suíça e a Bélgica.

Essa recuperação só foi possível graças ao uso da tecnologia para vencer a praga da vassoura-de-bruxa, que quase acabou com as plantações nos anos 90. Hoje, os fazendeiros usam clonagem de plantas resistentes e monitoramento digital de temperatura para garantir que o cacau tenha a melhor qualidade possível antes de virar doce.

O resultado é um produto de luxo que pode custar até R$ 120 em boutiques internacionais. Para o consumidor saber se o chocolate é realmente de elite, a dica é olhar o rótulo: ele deve ter poucos ingredientes, indicar o nome da fazenda de origem e ter, no mínimo, 70% de cacau na composição.

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A região de Ilhéus se transformou em um verdadeiro polo de inovação. Além de preservar a floresta, o novo jeito de fazer chocolate valoriza o trabalhador do campo e coloca a Bahia como o principal laboratório de sabores do planeta, provando que o interior do estado tem força para liderar o mercado mundial.

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