Os brinquedos inteligentes estão conquistando espaço no mercado infantil, com a inclusão de robôs e ursinhos de pelúcia que utilizam inteligência artificial para interagir com as crianças. No entanto, a popularização desses produtos levanta questões sobre a segurança e a privacidade dos pequenos usuários, conforme reportado pela CNN.
Com empresas globais investindo na criação de brinquedos conectados à internet, como o Grok e o Miko 3, que respondem a perguntas e oferecem conteúdos educativos, surge a necessidade de os pais estarem cientes dos riscos associados. Exemplos de problemas foram relatados, como declarações impróprias feitas pelo urso Kumma, da FoloToy, o que gerou a retirada desses produtos do mercado e uma revisão das medidas de segurança adotadas pela empresa.
A PIRG Education Fund indicou que muitos brinquedos com IA podem falhar, apresentando respostas incoerentes e potencializado o acesso a conteúdos inadequados. Para mitigar esses problemas, recomenda-se aos pais o uso de recursos de controle parental, como opções de bloqueio temporário e monitoramento das interações. Na visão de R. J. Cross, diretor da campanha “Não Venda Meus Dados”, é benéfico que os pais possam estabelecer limites para as conversas e comportamentos dos brinquedos.
Apesar dos riscos envolvidos, os brinquedos com IA também oferecem oportunidades educativas valiosas, como o ensino de idiomas e o desenvolvimento social, ao mesmo tempo que promovem entretenimento. O Miko 3, por exemplo, conta com aplicativos que estimulam a aprendizagem de maneira envolvente.
Desde o lançamento da Hello Barbie em 2015, o aumento de brinquedos conectados trouxe à tona a discussão sobre a privacidade infantil, destacando os desafios relacionados ao armazenamento de dados e vulnerabilidade a ataques. Para garantir a segurança, é crucial que os pais se mantenham atentos ao uso de câmeras e microfones nos dispositivos, adotando práticas de supervisão.







