Pode anotar aí: o Brasil virou um dos alvos preferidos dos hackers no mundo todo. Um novo relatório mostrou que agora somos o terceiro país que mais sofre com ataques de ransomware, aquele golpe que sequestra os dados e pede resgate. Ficamos atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.
Esse tipo de crime não é mais coisa de filme ou de empresa gigante. Negócios de todos os tamanhos e setores estão na mira. Os criminosos invadem os sistemas, travam tudo e exigem um pagamento para devolver o acesso. O estrago vai além do dinheiro, manchando a reputação da empresa e abalando a confiança dos clientes.
E o prejuízo é pesado. Um único ataque desses custa, em média, R$ 7,19 milhões para a empresa brasileira resolver. Isso inclui desde a investigação do que aconteceu até a recuperação dos sistemas. O valor do resgate pago aos bandidos também é salgado, com uma média de 400 mil dólares.
A principal porta de entrada para os bandidos continua sendo o e-mail. Mensagens falsas, o famoso phishing, são responsáveis por iniciar a maioria das invasões. Outra tática que cresceu muito foi o ataque por meio de plataformas de trabalho em equipe, que muitos passaram a usar nos últimos anos.
Os relatórios mostram que a falha humana é um prato cheio para os golpistas. Em 60% das invasões, um erro ou distração de algum funcionário foi o que abriu a porta para o ataque. Clicar em um link suspeito ou usar uma senha fraca pode colocar tudo a perder.
Mesmo quando a empresa consegue retomar as atividades em até uma semana, o problema não acaba. É preciso investigar o tamanho do vazamento, avisar os clientes e reforçar toda a segurança, um processo que gera um desgaste enorme para qualquer negócio.
Especialistas alertam que não basta ter o melhor programa de computador. A segurança depende de uma combinação de tecnologia com gente bem treinada. Ensinar os funcionários a identificar ameaças e manter os sistemas sempre atualizados é o caminho para não virar a próxima vítima.







