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Brasil e Índia assinam acordo por autonomia em tecnologia

Brasil e Índia firmam parceria estratégica por minerais e terras raras. O acordo busca autonomia na produção de tecnologia e reduz dependência de cadeias globais.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
21 de fevereiro, 2026 · 13:32 2 min de leitura
Presidente Lula e o primeiro-ministro Narendra Modi durante cerimônia de assinatura de acordos estratégicos em Nova Délhi em 21/02/26; parceria foca em minerais críticos para a indústria de hardware. Imagem: Press Information Bureau/Governo da Índia
Presidente Lula e o primeiro-ministro Narendra Modi durante cerimônia de assinatura de acordos estratégicos em Nova Délhi em 21/02/26; parceria foca em minerais críticos para a indústria de hardware. Imagem: Press Information Bureau/Governo da Índia

O Brasil e a Índia deram um passo importante para o futuro da tecnologia ao assinar um acordo estratégico de parceria. A formalização aconteceu neste sábado (21), em Nova Délhi, na Índia, durante um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

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O foco principal desse pacto é garantir que os dois países tenham acesso e controlem a produção de minerais críticos e terras raras. Esses materiais são a base para a fabricação de componentes essenciais, como semicondutores, baterias de alta performance e outros dispositivos tecnológicos complexos.

Essa parceria é vista como um movimento crucial para que tanto o Brasil quanto a Índia consigam mais autonomia na produção de itens que hoje dependem muito de cadeias de suprimento globais, que, como vimos, podem ser instáveis.

O "combustível" da tecnologia moderna

Engana-se quem pensa que o acordo é só sobre mineração bruta. Na verdade, ele visa fortalecer a infraestrutura necessária para a chamada Indústria 4.0. A ideia é que haja cooperação técnica e investimentos em minerais que são fundamentais para diversas áreas, como:

  • Carros elétricos e energia solar: Para criar baterias de alta densidade para veículos e células fotovoltaicas para painéis.
  • Smartphones e eletrônicos: Essenciais para componentes de telefones celulares e outros gadgets de última geração.
  • Defesa e aeroespacial: Usados em motores de jatos e sistemas de mísseis, onde são necessárias ligas metálicas super-resistentes.
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Para o governo brasileiro, o objetivo é claro: deixar de ser apenas um exportador de matéria-prima e começar a processar esses materiais aqui mesmo. Assim, o país agrega valor e desenvolve sua própria tecnologia, em vez de só mandar o recurso para fora.

Menos dependência, mais autonomia

A assinatura do acordo não foi por acaso, acontecendo no meio de uma cúpula global sobre Inteligência Artificial. Isso mostra como a base física, os minerais, são vitais para a infraestrutura de dados e processamento da IA.

Para a Índia, essa parceria é um movimento esperto para diminuir sua dependência tecnológica da China. Hoje, a China domina o refino de terras raras no mundo, e a Índia busca alternativas. Já o Brasil entra com um peso enorme, pois tem a segunda maior reserva mundial desses minerais.

Para o primeiro-ministro Modi, "o entendimento é fundamental para construir cadeias de suprimento resilientes" diante das tensões geopolíticas que acontecem pelo mundo.

Além de fortalecer a autonomia, a parceria reflete o crescimento do comércio entre as duas nações. Em 2025, as trocas já superaram os 15 bilhões de dólares, e a meta agora é alcançar os 20 bilhões até 2030, com um foco especial em inovação e energia renovável.

Depois de firmar esse compromisso importante na Índia, a delegação brasileira continua sua viagem e vai para a Coreia do Sul. Lá, o plano é se encontrar com o presidente Lee Jae-myung e participar de um fórum focado em semicondutores e eletrônicos, buscando novos investimentos para a indústria brasileira.

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