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Blue Origin entra na corrida espacial com megaconstelação TeraWave

A Blue Origin, de Jeff Bezos, anuncia o projeto TeraWave, uma megaconstelação de 5.408 satélites para oferecer internet de alta velocidade a empresas e governos, intensificando a disputa no espaço.

Redação ChicoSabeTudo
21 de janeiro, 2026 · 18:04 2 min de leitura
A constelação de satélites para internet TeraWave, planejada pela Blue Origin, será composta por cerca de 5.400 satélites. (Crédito da imagem: Blue Origin)
A constelação de satélites para internet TeraWave, planejada pela Blue Origin, será composta por cerca de 5.400 satélites. (Crédito da imagem: Blue Origin)

A Blue Origin, empresa do bilionário Jeff Bezos, mergulha de vez na briga pela internet vinda do espaço com seu novo projeto, o TeraWave. A ideia é criar uma verdadeira "megaconstelação" de impressionantes 5.408 satélites, marcando uma expansão significativa nas operações da companhia.

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Mas não espere ver o TeraWave competindo com a Starlink, da SpaceX, para levar internet para sua casa. O foco aqui é outro: atender grandes empresas, centros de dados e até agências governamentais, que precisam de uma conexão ultrarrápida e superconfiável para suas operações mais importantes.

"Essa rede atenderá dezenas de milhares de empresas… que precisam de conectividade confiável para operações críticas", explicou a Blue Origin em seu comunicado.

A Tecnologia Por Trás do TeraWave: Velocidade e Confiabilidade

Essa constelação será dividida em duas partes estratégicas. A maioria, 5.280 satélites, ficará na órbita terrestre baixa (LEO), usando ondas de rádio para entregar velocidades de até 144 gigabits por segundo. Essa é a camada principal para a distribuição de conectividade.

Os outros 128 satélites, um número menor, estarão em órbita média (MEO) e usarão uma tecnologia ainda mais avançada: conexões a laser. Isso promete um salto gigante, com transferências de até 6 terabits por segundo. Essa capacidade extra serve para garantir que a rede seja sempre disponível e possa crescer junto com a demanda, oferecendo redundância e escalabilidade imediata.

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A previsão é que os primeiros satélites comecem a ser lançados no quarto trimestre de 2027, marcando o início da operação dessa ambiciosa rede da Blue Origin.

Uma Corrida Espacial Cada Vez Mais Povoada

Com o TeraWave, a Blue Origin, que antes era mais conhecida por seus foguetes e pelo desenvolvimento de um módulo lunar, agora entra de cabeça num mercado que já tem vários gigantes disputando um pedaço do céu.

A Starlink, da SpaceX (empresa de Elon Musk), por exemplo, já tem mais de 9.500 satélites ativos, oferecendo internet para consumidores em todo o mundo. A própria Amazon, também fundada por Jeff Bezos, está desenvolvendo seu "Project Kuiper", com 3.200 satélites voltados para o uso residencial.

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Do outro lado do mundo, a China não fica para trás e constrói suas próprias constelações, como a "Guowang" e a "Qianfan", que juntas podem somar mais de 13 mil satélites, mostrando o tamanho dessa competição global.

O anúncio do TeraWave mostra que a Blue Origin está expandindo seus horizontes. Mas, além disso, ele acende ainda mais a competição por um recurso cada vez mais valioso: o espectro e o espaço físico na órbita terrestre baixa. Cada vez mais empresas querem um pedaço desse céu para suas redes de internet, transformando o espaço num verdadeiro palco de inovação e disputa tecnológica.

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