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Bateria quântica que carrega mais rápido conforme o tamanho promete revolucionar aparelhos eletrônicos

Pesquisadores desenvolvem tecnologia que usa luz para recarregar dispositivos quase instantaneamente e sem aquecer

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
03 de abril, 2026 · 22:53 1 min de leitura

Cientistas desenvolveram um novo modelo de bateria quântica que quebra a lógica comum: quanto maior o dispositivo, mais rápido ele carrega. Diferente das baterias de celulares atuais, que demoram mais para encher se forem grandes, essa nova tecnologia utiliza a luz para garantir uma carga quase instantânea.

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O segredo está no uso de microcavidades ópticas que capturam a luz e fazem com que as moléculas trabalhem juntas, em total sincronia. É como se bilhões de pequenas peças se transformassem em uma única "supermolécula", absorvendo energia de uma vez só, em vez de uma por uma.

Essa descoberta, publicada na revista Nature Communications, mostra que o sistema ignora as limitações das baterias de lítio tradicionais. Enquanto as baterias comuns esquentam e perdem eficiência com o tempo, o modelo quântico evita o superaquecimento porque não depende do movimento lento de íons, mas sim de partículas de luz.

Na prática, isso significa que grandes infraestruturas, como caminhões elétricos ou até redes de energia de cidades, seriam as maiores beneficiadas. O paradoxo é simples para a ciência quântica: aumentar o número de moléculas no aparelho só acelera a velocidade com que ele puxa carga da fonte.

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Apesar do avanço, a novidade ainda está em fase de testes em laboratório. Para chegar ao comércio e substituir os carregadores de parede, a indústria precisa adaptar os materiais e baixar os custos de produção. A expectativa é que a tecnologia apareça primeiro em satélites e supercomputadores.

No futuro, as estações de recarga de veículos podem abandonar os cabos pesados para usar câmaras de ressonância luminosa. Além de serem mais rápidas, essas baterias teriam uma vida útil muito maior, já que o processo de carregar com luz não desgasta os componentes químicos como acontece hoje.

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