Nem mesmo a tecnologia de ponta da NASA livrou os astronautas da missão Artemis 2 de passar por situações dignas de um dia ruim no escritório. Durante a histórica viagem ao redor da Lua, a tripulação precisou lidar com um banheiro entupido e falhas no sistema de e-mails, o Microsoft Outlook, em pleno espaço sideral.
O problema mais crítico envolveu o Sistema de Gestão de Resíduos. Logo no início da jornada, o duto de ventilação do banheiro obstruiu com urina congelada. Para tentar resolver o impasse, os controladores na Terra ordenaram que a nave Orion fosse rotacionada para que o calor do sol descongelasse a tubulação.
Enquanto o conserto não era finalizado, os astronautas Christina Koch, Jeremy Hansen e os demais colegas foram obrigados a usar kits de emergência e mictórios dobráveis. A situação gerou idas e vindas nas ordens do controle de missão, que chegou a liberar e depois restringir novamente o uso do sanitário principal.
Além do transtorno hidráulico, a equipe enfrentou o famoso "cheiro de queimado" na cabine. Apesar do susto relatado pelo astronauta Jeremy Hansen, a NASA garantiu que o odor não representava risco imediato à segurança dos tripulantes ou à integridade da aeronave.
Na parte digital, o suporte técnico remoto teve trabalho dobrado. O Microsoft Outlook dos laptops de bordo simplesmente parou de funcionar ou abria várias janelas travadas. Técnicos na Terra precisaram acessar as máquinas à distância para recarregar configurações e tentar limpar os erros do software.
A escolha pelo sistema Windows, segundo a agência, ocorre porque a maioria dos astronautas já está acostumada com o programa no dia a dia. Esses incidentes, embora pareçam banais, servem como um teste real de estresse para garantir que as futuras missões à Lua e Marte sejam mais preparadas para o inesperado.







