Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

Banco Central proíbe apostas em eleições e reality shows através de mercados preditivos

Nova regra do Conselho Monetário Nacional barra contratos baseados em política e esportes; 'bets' tradicionais seguem liberadas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
24 de abril, 2026 · 18:58 1 min de leitura

O Banco Central do Brasil anunciou uma nova resolução que proíbe a oferta de contratos de previsão ligados a política, eleições, esportes e entretenimento no país. A medida, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional, atinge diretamente plataformas conhecidas como mercados preditivos, a exemplo da Kalshi e Polymarket.

Publicidade

A partir de agora, essas empresas não podem mais oferecer no mercado brasileiro a possibilidade de usuários negociarem resultados de eventos como as eleições municipais ou o vencedor de um reality show. A norma entra em vigor oficialmente no dia 4 de maio e foca em contratos que funcionam como derivativos financeiros.

Diferente das casas de apostas comuns, nesses mercados o usuário compra posições de 'sim' ou 'não' sobre um fato, e o preço varia como se fosse uma ação na bolsa de valores. Para o governo, esse tipo de operação deve ficar restrito apenas a indicadores econômicos reais, como inflação, taxas de juros e preço do dólar.

É importante destacar que a decisão não muda nada para quem utiliza as chamadas 'bets' de apostas esportivas tradicionais. Como essas plataformas operam com prêmios fixos e são fiscalizadas pelo Ministério da Fazenda, elas não entram na mesma categoria dos contratos proibidos pelo Banco Central.

Publicidade

A fiscalização do cumprimento dessa nova regra ficará sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Mesmo que o produto seja oferecido por uma empresa de fora do Brasil, ele está proibido de ser negociado para o público residente no território nacional.

O objetivo do órgão é garantir que o mercado de derivativos seja usado para proteção financeira, o chamado hedge, e não para especular sobre temas sociais ou culturais que não possuem vínculo direto com a economia comprovada.

Leia também