Um ataque atribuído ao Irã atingiu as instalações da Amazon Web Services (AWS) no Bahrein, provocando danos à operação de computação em nuvem da empresa. O incidente, revelado pelo jornal Financial Times nesta quarta-feira (1), aconteceu em meio à escalada de tensões no Golfo Pérsico.
O Ministério do Interior do Bahrein confirmou que equipes de defesa civil precisaram ser acionadas para conter um incêndio em uma área corporativa. Embora o governo local tenha classificado o episódio como uma "agressão iraniana", o nome da Amazon não foi citado oficialmente nos relatórios iniciais de danos.
O ataque ocorreu apenas um dia após a Guarda Revolucionária do Irã fazer ameaças diretas contra empresas dos Estados Unidos que atuam na região. Em comunicado, os militares iranianos listaram 18 organizações que consideram alvos legítimos, alegando retaliação por operações contra cidadãos do país.
Curiosamente, a Amazon não constava na lista original de alvos divulgada pelo Irã, que incluía nomes como Microsoft, Apple, Google e Meta. Mesmo assim, as instalações da AWS já teriam sofrido múltiplas agressões desde o início dos conflitos recentes no Oriente Médio.
As autoridades iranianas emitiram um alerta para que funcionários dessas empresas e moradores em um raio de um quilômetro deixem os locais imediatamente. O grupo acusa as companhias de colaborarem com operações que resultaram em mortes de iranianos.
Até o momento, a Amazon preferiu não comentar os detalhes específicos sobre o ataque ao ser procurada pela imprensa internacional. Além da gigante do varejo e tecnologia, empresas como Tesla, Boeing e Intel também estão sob vigilância constante devido às ameaças de novos drones e ataques na região.







