Após uma onda de mortes e internações causadas por bebidas alcoólicas adulteradas no Brasil, dois químicos desenvolveram o AlcoLab. O aplicativo gratuito funciona como uma ferramenta de triagem para detectar a presença de metanol em destilados, sem a necessidade de laboratórios caros ou equipamentos complexos.
A iniciativa surgiu como resposta à crise de intoxicação que atingiu o país recentemente, deixando dezenas de vítimas. Como os aparelhos oficiais de análise custam caro e são de difícil acesso, os especialistas criaram um método que qualquer pessoa pode usar em casa para saber se a bebida é segura para o consumo.
Para realizar o teste, o usuário precisa apenas de uma seringa comum de farmácia, uma balança de cozinha com precisão de 0,1g e um smartphone. O processo envolve pesar a bebida e filmar o escoamento do líquido pela agulha, enviando os dados para o sistema do AlcoLab fazer o cálculo de segurança.
A ferramenta foca na detecção do metanol, uma substância altamente tóxica que costuma ser misturada ilegalmente a bebidas como cachaça e uísque para baratear a produção. O resultado da análise sai em cerca de 15 minutos, facilitando o trabalho de vigilância e a proteção do cidadão comum.
Os criadores do projeto, Diego Mendes de Souza e Pedro Augusto de Oliveira Morais, explicam que o AlcoLab é uma alternativa acessível para cidades menores e pequenos comerciantes que não possuem acesso à tecnologia de ponta das grandes metrópoles.
O aplicativo já está disponível para uso via web e serve como uma barreira importante contra o mercado de bebidas clandestinas, que continua registrando casos de intoxicação e mortes em diversas regiões do território nacional.







