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Saúde

Vacina LungVax contra câncer de pulmão inicia testes em humanos em 2026

Pesquisadores iniciam testes da vacina LungVax em 2026 para prevenir câncer de pulmão em indivíduos de alto risco.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
20 de novembro, 2025 · 12:34 2 min de leitura
Raio-x de câncer de pulmão (Imagem: utah778/iStock)
Raio-x de câncer de pulmão (Imagem: utah778/iStock)

Pesquisadores das universidades de Oxford e University College London anunciaram o início dos testes em humanos da LungVax, a primeira vacina destinada a prevenir o câncer de pulmão em indivíduos com alto risco de desenvolver a doença. O projeto representa um avanço significativo no combate a uma das formas de câncer mais mortais do mundo, responsável por 20% das mortes por câncer no Reino Unido a cada ano.

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Com um financiamento de £ 2,06 milhões (aproximadamente US$ 2,7 milhões) do Cancer Research UK e da CRIS Cancer Foundation, o ensaio clínico de Fase I começará em 2026 e terá uma duração prevista de quatro anos. Durante o estudo, serão avaliados a segurança da vacina, as respostas imunológicas geradas e possíveis grupos que possam se beneficiar da imunização.

“Menos de 10% das pessoas diagnosticadas com câncer de pulmão sobrevivem por uma década ou mais. Isso precisa mudar”, afirmou Jamal-Hanjani, líder do projeto. O ensaio buscará ensinar o sistema imunológico a identificar e eliminar células pulmonares anormais antes que elas se transformem em câncer, conforme explicou Sarah Blagden, professora de Oncologia Experimental na Universidade de Oxford e cofundadora do projeto.

A vacina LungVax utiliza um vetor viral não replicante para inserir instruções genéticas que capacitam o sistema imunológico a reconhecer proteínas anormais, ou neoantígenos, que surgem nas células pulmonares com mutações precursoras do câncer. Blagden destaca que, diferentemente de vacinas tradicionais que previnem infecções, como a do HPV, a LungVax atua diretamente sobre células já em transformação maligna.

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Se o ensaio for exitoso, a LungVax poderá marcar uma mudança de paradigma na abordagem ao câncer de pulmão, focando na prevenção ativa em vez de apenas no tratamento. Os pesquisadores ressaltam que este projeto é uma extensão do legado das vacinas de tecnologia vetorial viral, desenvolvidas durante a pandemia de COVID-19, agora aplicadas na medicina preventiva.

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