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Saúde

Um a cada 10 agentes penitenciários sofre de depressão, revela pesquisa nacional

Pesquisa inédita com mais de 22 mil agentes penitenciários no Brasil mostra que 10% já foram diagnosticados com depressão, além de altos índices de ansiedade e pânico.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
14 de dezembro, 2025 · 22:49 2 min de leitura
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma pesquisa importante, feita com mais de 22 mil agentes penitenciários em todo o Brasil, jogou luz sobre um problema sério: a saúde mental desses profissionais. O levantamento, divulgado essa semana pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelou que um em cada dez agentes já recebeu diagnóstico de depressão.

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Os números preocupam e mostram o peso da rotina dentro do sistema prisional. Além da depressão, que atinge 10% dos servidores, a pesquisa “Cenários da Saúde Física e Mental dos Servidores do Sistema Penitenciário Brasileiro” trouxe outros dados alarmantes. Cerca de 20,6% dos agentes disseram ter transtorno de ansiedade, enquanto 4,2% relataram problemas com transtorno de pânico. Esses dados, coletados entre 2022 e 2024, destacam os desafios emocionais enfrentados diariamente.

Desafios na saúde física também são destaque

Não são apenas os problemas mentais que afetam esses profissionais. A saúde física também mostra sinais de alerta. O estudo identificou que 12,5% dos agentes sofrem com obesidade, 18,1% têm hipertensão e 12,3% apresentam doenças ortopédicas. Esses dados, juntos, apontam para uma sobrecarga que vai além do psicológico, impactando diretamente o bem-estar físico dos trabalhadores do sistema penitenciário.

Para o governo federal, os resultados da pesquisa confirmam que o ritmo intenso de trabalho e as grandes exigências emocionais e físicas da profissão são fatores que contribuem para esses problemas de saúde. É um trabalho que exige muito, tanto do corpo quanto da mente.

Reconhecimento e satisfação profissional

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Apesar dos desafios, a pesquisa também mostrou um lado interessante sobre a percepção dos agentes em relação ao trabalho. Uma parcela considerável se diz satisfeita: 15,9% estão “muito satisfeitos” e 59,3% se declaram “satisfeitos” com as atividades que desenvolvem. No entanto, o reconhecimento por parte da sociedade é um ponto de discórdia.

“A maioria dos agentes, cerca de 50,7%, sente que a sociedade poucas vezes reconhece o valor do seu trabalho. E mais, 33% chegam a dizer que “nunca” se sentem reconhecidos por aquilo que fazem.”

Esse sentimento de falta de reconhecimento pode adicionar uma camada extra de estresse a uma profissão já tão demandante. Os dados reforçam a necessidade de um olhar mais atento para as condições de trabalho e o suporte oferecido a esses profissionais essenciais para a segurança pública.

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