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Saúde

Teste de saliva da QUT identifica insuficiência cardíaca em 81%

Teste de saliva da QUT detecta proteína S100A7 e identificou insuficiência cardíaca em 81% dos pacientes, oferecendo triagem rápida e não invasiva.

Redação ChicoSabeTudo
06 de novembro, 2025 · 06:53 2 min de leitura
Imagem: Andrey_Popov/Shutterstock
Imagem: Andrey_Popov/Shutterstock

Um exame de saliva criado por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Queensland (QUT), na Austrália, pode tornar mais simples a triagem para insuficiência cardíaca, segundo estudo publicado na revista Biosensors and Bioelectronics: X.

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Na avaliação com pacientes, o aparelho identificou insuficiência cardíaca em 81% dos casos entre um grupo de 31 pessoas já diagnosticadas. Entre participantes saudáveis, a técnica teve precisão semelhante ao descartar a doença — um resultado que, segundo os autores, pode reduzir diagnósticos falsos e tratamentos desnecessários.

Como funciona

O teste detecta na saliva a proteína S100A7, apontada como biomarcador associado à insuficiência cardíaca. Em outras palavras, em vez de coletar sangue ou recorrer a exames de imagem, basta uma amostra de saliva. Não é invasivo; é simples de aplicar — sem precisar "furar o dedo" nem usar máquinas complexas.

Isso significa que a técnica pode funcionar como uma triagem prática: rápida e acessível. Ainda assim, os autores veem o trabalho como um passo para ampliar opções de diagnóstico precoce, não como substituto imediato dos exames tradicionais.

O que é insuficiência cardíaca?

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A insuficiência cardíaca ocorre quando o músculo do coração não bombeia sangue de forma eficiente. O resultado é acúmulo de líquido nos pulmões e sintomas que atrapalham o dia a dia. Entre os sinais mais comuns estão:

  • falta de ar;
  • fadiga;
  • ganho de peso;
  • inchaço nos tornozelos e nas pernas.

Estima-se que cerca de 26 milhões de pessoas no mundo vivam com a condição, que pode ser fatal sem tratamento adequado.

Hoje, o diagnóstico costuma depender de avaliação clínica, exames de sangue e imagem. Esses procedimentos nem sempre são acessíveis, o que contribui para subnotificação. Além disso, sinais iniciais muitas vezes são atribuídos ao envelhecimento, atrasando a identificação e o início do tratamento.

Os pesquisadores informaram que estão ampliando o teste para detectar outros biomarcadores na saliva. As conclusões do artigo apresentam o trabalho como um avanço para facilitar o diagnóstico precoce e ampliar o acesso a ferramentas de triagem para insuficiência cardíaca.

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