Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Saúde

Suspensão de medicamentos GLP-1 solicitada por entidades médicas

Após operação da PF, entidades médicas alertam sobre os riscos dos medicamentos GLP-1 manipulados e pedem suspensão cautelar.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
29 de novembro, 2025 · 11:12 1 min de leitura
Foto: Bahia Notícias
Foto: Bahia Notícias

Entidades médicas enviaram uma carta aberta à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na sexta-feira (28), solicitando a suspensão cautelar da fabricação, comercialização, distribuição e prescrição de versões manipuladas e injetáveis de medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. O pedido ocorre um dia após a operação da Polícia Federal que apreendeu itens de luxo relacionados a um grupo que produzia e vendia esses remédios clandestinamente.

Publicidade

No documento, as entidades médicas, incluindo a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e a Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), destacam os riscos à saúde associados ao uso desses medicamentos manipulados. Os principais pontos levantados foram: a existência de um risco sanitário iminente, dado que a produção é irregular, sem controle de qualidade e realizada de forma clandestina; evidências de circulação nacional em larga escala desses produtos; e o recente desmantelamento, pela PF, de um esquema de fabricação e distribuição.

As entidades também argumentam que as versões manipuladas de Ozempic, Wegovy e Mounjaro carecem de registro sanitário adequado e não apresentam comprovação de equivalência farmacêutica, além de não possuírem controle de pureza, potência, esterilidade ou estabilidade. Existe a preocupação de que possam estar sendo utilizados insumos de origem desconhecida.

O alerta das entidades médicas se baseia em documentação técnica que demonstra a habitualidade e organização dessa prática de mercado irregular, que opera sem qualquer amparo regulatório. A carta foi assinada também pela SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e AMB (Associação Médica Brasileira).

Publicidade

A Anvisa deve agora avaliar a solicitação e a situação dos medicamentos manipulados, enquanto as investigações da Polícia Federal continuam em andamento para desmantelar a rede de produção e venda clandestina.

Leia também