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Saúde

Cirurgia cardíaca em feto é realizada pela primeira vez no RS

Primeira cirurgia cardíaca em feto no RS é realizada com sucesso, restaurando o fluxo sanguíneo e oferecendo novas esperanças para gestantes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
29 de novembro, 2025 · 13:08 1 min de leitura
Hospital em Porto Alegre realiza cirurgia cardíaca fetal para tratamento de malformação congênita. Imagem: Hospital Moinhos de Vento / Divulgação
Hospital em Porto Alegre realiza cirurgia cardíaca fetal para tratamento de malformação congênita. Imagem: Hospital Moinhos de Vento / Divulgação

Um hospital de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, realizou recentemente a primeira cirurgia cardíaca em um feto, ainda dentro do útero materno. A intervenção ocorreu na 29ª semana de gestação e visa tratar uma malformação grave conhecida como atresia de valva pulmonar, que impede o fluxo sanguíneo para os pulmões e pode comprometer o desenvolvimento do lado direito do coração.

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A equipe do Hospital Moinhos de Vento utilizou uma técnica minimamente invasiva para executar o procedimento, restabelecendo o fluxo sanguíneo na artéria pulmonar. Essa cirurgia é crucial para evitar complicações severas no recém-nascido, que poderiam incluir cirurgias complexas após o parto e riscos à vida.

O coordenador do Serviço de Cirurgia Fetal, Eduardo Becker, explicou que o diagnóstico da malformação foi feito durante um exame morfológico, onde os médicos identificaram que a válvula pulmonar do feto estava obstruída.

“A equipe precisou agir rapidamente”, afirmou Becker.
O acesso foi realizado de forma percutânea, permitindo a introdução de um cateter para restaurar o fluxo sanguíneo.

A gestante, Jéssica Peruzzo, destacou o acolhimento da equipe médica e a importância do diagnóstico precoce.

“Quero que outras mães saibam da importância dos exames cardíacos na gestação, pois o diagnóstico precoce pode sim salvar vidas”, declarou.
Após a cirurgia, exames de ultrassom mostraram que a válvula está agora aberta e o fluxo sanguíneo foi normalizado.

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Esses avanços na medicina fetal ressaltam a capacidade de intervir ainda durante a gestação, oferecendo novas esperanças para famílias que enfrentam diagnósticos de cardiopatias congênitas.

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