A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), deu o pontapé inicial na campanha "Verão Sem Mosquito" nesta segunda-feira (2). O objetivo é claro: combater o mosquito Aedes aegypti, conhecido por transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya, com ações diretas em diversos locais da cidade, começando pelos condomínios.
As primeiras inspeções zoossanitárias aconteceram em um residencial no bairro do Cabula, em Salvador, na Bahia, próximo ao Hospital Geral Roberto Santos. Agentes do Distrito Sanitário do Cabula estiveram no local e, infelizmente, já encontraram focos do mosquito.
Por que o verão é crítico?
Lucrécia Rocha, subcoordenadora de Ações e Controle de Arbovirose do CCZ, explicou a importância dessa mobilização no período de verão.
"Nesse período de verão, é importante a gente mobilizar e sensibilizar a população para que não deixe de praticar os cuidados básicos, evitando assim o aumento de casos de arboviroses,"disse ela. Lucrécia ainda alertou que as altas temperaturas e as chuvas frequentes, típicas da estação, criam um ambiente ideal para a reprodução do Aedes, aumentando o risco de proliferação.
A estratégia da campanha é clara: ir a locais com grande circulação de pessoas para identificar e acabar com os vetores. Além de condomínios, a mobilização vai chegar a escolas e instituições religiosas nos próximos dias. O trabalho não é só de combate, mas também de orientação aos moradores.
No condomínio visitado no Cabula, a equipe do CCZ agiu rápido ao encontrar os focos. O procedimento foi aplicar larvicida para eliminar as larvas do mosquito e monitorar o local de perto. "Dependendo da situação, nós voltamos para verificar se o problema foi sanado e para não deixar que aquele depósito volte novamente e se torne um foco permanente," complementou Lucrécia Rocha, mostrando o compromisso em erradicar os criadouros.
Quem viu o trabalho de perto aprovou. Nilson Santos, de 61 anos, agente de portaria do condomínio no Cabula há quatro anos, elogiou a iniciativa.
"É muito importante porque eles verificaram as áreas comuns e alertaram os moradores. Como eles acharam um foco, agora é tratar para evitar doenças, ainda mais nessa semana de chuva,"afirmou Nilson.
Como proteger sua casa do Aedes aegypti?
A prevenção começa com atitudes simples dentro de casa. O CCZ listou os principais cuidados que todo cidadão deve ter:
- Evite qualquer recipiente que possa juntar água parada: pneus, baldes, garrafas e vasos de plantas são exemplos clássicos.
- Pratinhos de plantas devem ficar secos ou com areia.
- Troque a água de vasos com flores uma vez por semana.
- Mantenha ralos sempre limpos.
- Lave bem recipientes antes de guardar, virando-os ou tampando-os. Os ovos do mosquito podem ficar "grudados" e se desenvolver quando entrarem em contato com água novamente.
Além de eliminar os criadouros, é fundamental que qualquer pessoa com sintomas suspeitos de dengue, zika ou chikungunya procure um médico rapidamente. A notificação desses casos é crucial para que as equipes de saúde possam agir em áreas de risco e controlar a proliferação do mosquito.
Próximos passos da campanha "Verão Sem Mosquito"
As equipes do CCZ seguirão com as ações de monitoramento e combate ao mosquito em Salvador até o dia 23 de março, dividindo o trabalho por fases:
- Até 6 de março: Foco nas inspeções zoossanitárias em condomínios, com vigilância e controle vetorial.
- 10 e 11 de março: As ações se concentrarão em instituições de ensino (escolas, colégios e faculdades). Haverá também mobilização social e educação em Distritos Sanitários de São Caetano/Valéria e Subúrbio Ferroviário, com vigilância entomológica e monitoramento ambiental.
- 17 a 19 de março: A iniciativa chegará a instituições de matrizes africanas, reforçando o combate em áreas de tradição cultural.
- 23 de março: Uma roda de conversa marcará o Dia Nacional das Tradições de Raízes de Matrizes Africanas e o encerramento do Plano Verão Sem Mosquito.
Instituições que desejam solicitar uma visita do CCZ podem entrar em contato pelo e-mail [email protected]. Para denúncias ou informações sobre possíveis focos do Aedes aegypti, o Disque Salvador, no telefone 156, está disponível.







