Um domingo de protesto em Brasília, no Distrito Federal, terminou com momentos de pânico e deixou dezenas de feridos após um raio atingir a Praça do Cruzeiro. O incidente aconteceu neste domingo (25) durante uma manifestação convocada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que pedia a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No momento da descarga elétrica, a capital federal enfrentava uma chuva forte, o que já dificultava a permanência do público. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, pelo menos 34 pessoas precisaram de atendimento médico e foram levadas para hospitais da região. Seis delas estão em estado grave, conforme um alerta divulgado pela plataforma POPTime.
Correria e desespero após a queda do raio
A cena na Praça do Cruzeiro foi de grande agitação. Com a intensidade da chuva, muitos manifestantes já buscavam abrigo improvisado quando o raio atingiu o local. Pessoas foram vistas caindo desacordadas e a única ambulância disponível rapidamente ficou lotada e cercada por quem pedia socorro. Testemunhas relataram que algumas vítimas pareciam desorientadas, precisando do apoio de familiares e de outros presentes.
As equipes de resgate agiram rapidamente, montando pontos de atendimento emergencial, inclusive no Memorial JK, que fica próximo. Entre os sintomas apresentados pelos feridos, estavam dormência, queda da frequência cardíaca e estado de choque. Ao todo, 11 pessoas foram encaminhadas para o Hospital Regional da Asa Norte e outras 13 foram levadas para o Hospital de Base de Brasília, garantindo que todos recebessem o cuidado necessário.
PublicidadeO Corpo de Bombeiros informou que 34 pessoas ficaram FERIDAS e 6 estão em estado GRAVE, após raio atingir manifestação irresponsável de Nikolas Ferreira no DF.
— POPTime (@poptime) January 25, 2026
Organização e segurança em meio ao caos
Para tentar controlar a situação e prevenir novos acidentes, os organizadores do evento usaram o carro de som para orientar a multidão a se afastar das grades metálicas, que poderiam conduzir eletricidade. O Corpo de Bombeiros também tomou precauções, mandando baixar o guindaste que segurava uma bandeira, reduzindo assim o risco de atrair novas descargas elétricas.
Apesar do susto e dos feridos, muitos manifestantes optaram por permanecer na área, mesmo com os relâmpagos continuando a cortar o céu. A cada novo clarão, parte do público se agachava, demonstrando o medo. Por medida de segurança, equipamentos elétricos e cabos foram retirados do local. As câmeras do Memorial JK, inclusive, chegaram a sair do ar por alguns segundos após a queda do raio, evidenciando a força do fenômeno natural.
O incidente serve como um alerta para os perigos das tempestades e a importância de buscar abrigo seguro em caso de fenômenos climáticos extremos, especialmente em áreas abertas e com grande aglomeração de pessoas.







