Na última terça-feira, a Policlínica Regional de Saúde de Paulo Afonso anunciou a implementação de um novo fluxograma de atendimento com o objetivo de prevenir a disseminação da mpox. A unidade passa a realizar uma triagem prévia em todos os pacientes antes das consultas.
De acordo com o comunicado oficial, pessoas que chegarem à unidade apresentando sintomas compatíveis com a infecção não realizarão seus procedimentos na Policlínica. Em vez disso, serão orientadas a buscar a unidade de saúde de referência em seu município de origem.
Os critérios de alerta na triagem incluem:
Febre;
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Lesões ou erupções na pele;
Outros sintomas clássicos associados à mpox.
A administração da Policlínica destacou que o espaço é destinado exclusivamente a exames e consultas especializadas de caráter eletivo. Por não ser uma unidade de pronto atendimento, não possui estrutura direcionada a casos de urgência ou de doenças infecciosas em fase aguda. A direção também tranquilizou a população ao confirmar que as cidades que compõem a região de saúde de Paulo Afonso não possuem, até o momento, nenhuma notificação da doença.
O panorama da mpox no Brasil
Enquanto a região de Paulo Afonso atua na prevenção, o cenário nacional exige monitoramento contínuo. Dados recentes do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais indicam que o Brasil atingiu a marca de 90 diagnósticos confirmados de mpox.
A distribuição das infecções pelo país concentra-se majoritariamente na região Sudeste, mas já atinge outras áreas:
São Paulo: 63 casos
Rio de Janeiro: 15 casos
Rondônia: 4 casos
Minas Gerais: 3 casos
Rio Grande do Sul: 2 casos
Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal: 1 caso cada
Além das confirmações, as autoridades de saúde avaliam mais de 180 notificações suspeitas no país. Desse total, 57 já foram descartadas após análises laboratoriais. O estado de São Paulo lidera o número de investigações em andamento, com mais de 70 pacientes aguardando os resultados definitivos.
O Ministério da Saúde reiterou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está mobilizado para a detecção precoce e o manejo adequado dos pacientes, visando frear a cadeia de transmissão do vírus.
O que é a mpox e como se proteger
A mpox é uma infecção zoonótica de origem viral, pertencente à mesma família do vírus causador da erradicada varíola humana.
Transmissão: O contágio ocorre, fundamentalmente, por meio do contato íntimo ou muito próximo com uma pessoa infectada. Isso inclui o contato direto com as feridas na pele, exposição a secreções corporais ou o compartilhamento de itens de uso pessoal, como roupas de cama e toalhas.
Principais Sintomas:
Lesões cutâneas (bolhas ou feridas que costumam iniciar no rosto e podem se espalhar);
Febre e dores de cabeça;
Dores musculares e fadiga intensa.
Tratamento e isolamento: Até o presente momento, não existe um medicamento específico aprovado voltado exclusivamente para combater o vírus da mpox. A abordagem médica consiste em medidas de suporte para aliviar os sintomas e evitar infecções secundárias nas feridas.
O protocolo exige que o paciente infectado permaneça em isolamento rigoroso até que todas as lesões da pele estejam completamente cicatrizadas (quando as crostas caem e uma nova camada de pele se forma), o que geralmente leva de duas a quatro semanas.
Embora o Brasil não registre óbitos no atual cenário, a doença demanda atenção médica, pois pode evoluir para quadros mais graves em indivíduos vulneráveis, reforçando a importância do diagnóstico rápido e do cumprimento do isolamento.







