A patente do Ozempic acabou, mas quem correu pra farmácia esperando uma versão mais barata deu com a cara na porta. Quinze empresas brasileiras querem produzir o remédio, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não liberou ninguém.
O motivo da demora não é burocracia à toa. A molécula do Ozempic, a semaglutida, é bem mais complexa que um analgésico comum. Por isso, a Anvisa está fazendo um pente-fino em cada pedido para garantir que as novas versões sejam totalmente seguras para a população.
Duas farmacêuticas, a EMS e a Ávita Care, estão na frente da corrida. Mesmo assim, a Anvisa pediu mais documentos e estudos para comprovar a segurança e a eficácia dos produtos. Elas têm um prazo para entregar tudo o que foi solicitado.
A agência quer ter certeza, por exemplo, de que o corpo não vai criar anticorpos contra o remédio, fazendo ele perder o efeito. Outra preocupação é garantir que não sobre nenhuma impureza tóxica do processo de fabricação na caneta que chega ao consumidor.
E o interesse nesse mercado é gigante. A EMS, por exemplo, já investiu mais de R$ 1 bilhão para montar uma fábrica em São Paulo, com capacidade para produzir 20 milhões de canetas por ano. A briga promete ser boa quando os produtos forem liberados.
Uma informação importante: não existirá um "genérico" de Ozempic, como estamos acostumados. O que teremos são os "biossimilares", que são versões muito parecidas, mas não cópias exatas. A redução de preço, nesses casos, costuma ser menor, em torno de 20%.
Se tudo correr bem, a previsão mais otimista é que a primeira caneta concorrente chegue às farmácias em junho. Até lá, o preço do Ozempic original deve continuar o mesmo.







