O Ministério da Saúde lançou, em parceria com o Ministério da Fazenda, o Observatório Brasil Saúde e Apostas Eletrônicas na quarta-feira (3). A iniciativa tem como objetivo criar estratégias de prevenção e cuidado para pessoas com compulsão relacionada a jogos de apostas.
A partir do dia 10 de maio, a população poderá acessar uma ferramenta que permitirá a exclusão e bloqueio do acesso a sites de apostas autorizados. Além disso, a plataforma oferecerá orientações sobre como buscar auxílio no Sistema Único de Saúde (SUS).
“Estamos dando um passo histórico ao criar o Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas. Pela primeira vez, teremos informação qualificada para identificar comportamentos de risco, acionar as equipes do SUS e oferecer cuidado e acolhimento a quem sofre com a compulsão por jogos - um problema silencioso, mas que destrói vidas e famílias”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A nova plataforma de autoexclusão permitirá que os apostadores solicitem o bloqueio de acesso aos sites de apostas, além de tornar seus CPFs indisponíveis para novos cadastros e recebimentos de publicidade relacionada. Indivíduos que não participam de apostas também poderão usar a função de exclusão voluntária.
O Ministério da Saúde fornecerá assistência através da Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, que contempla orientações clínicas e atendimento presencial e online. A previsão é que, até fevereiro de 2026, o SUS ofereça teleatendimentos em saúde mental voltados para jogos e apostas, em colaboração com o Hospital Sírio-Libanês.
Serão disponibilizados 450 atendimentos online por mês, com a expectativa de aumento conforme a demanda. A assistência será integrada à rede do SUS, e, quando necessário, os pacientes serão encaminhados para atendimentos presenciais.







