Um novo medicamento em comprimido, o orforglipron, promete sacudir o mercado de tratamentos para obesidade ao superar a eficácia da semaglutida oral, o famoso princípio ativo do Ozempic. Em testes de fase 3 realizados com quase 1.700 pacientes, a nova pílula mostrou resultados superiores tanto na balança quanto no controle da glicemia.
Enquanto os pacientes que usaram a semaglutida oral perderam cerca de 5,3 kg em um ano, os que testaram o novo comprimido da Eli Lilly eliminaram entre 6,1 kg e 8,2 kg. O estudo foi focado em adultos com diabetes tipo 2 e acompanhou o progresso dos voluntários ao longo de 52 semanas em seis países diferentes.
A grande vantagem do orforglipron é ser uma 'pequena molécula', o que facilita a absorção direta pelo intestino. Isso elimina a necessidade de injeções e, ao contrário das canetas tradicionais, o remédio não precisa de geladeira, facilitando o transporte e o armazenamento em regiões de clima quente, como o Sertão.
Apesar do sucesso na perda de peso, o medicamento apresentou um 'calcanhar de Aquiles': os efeitos colaterais. Cerca de 59% dos usuários relataram náuseas, vômitos e diarreia. Esse desconforto fez com que 10% dos participantes abandonassem o tratamento antes do fim, um índice maior do que o registrado nos grupos que usaram outros remédios.
Para os especialistas, o novo comprimido pode ser mais barato e acessível no futuro, já que sua fabricação é menos complexa. No entanto, o desafio será ajustar a dosagem para que o corpo humano suporte os efeitos colaterais enquanto o paciente busca o emagrecimento.
O remédio ainda passa por testes em pessoas que têm obesidade, mas não sofrem de diabetes. Se os resultados positivos continuarem, a pílula poderá se tornar a principal alternativa para quem quer fugir das picadas das agulhas e busca um tratamento mais prático para o dia a dia.







