Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Saúde

Novo comprimido para emagrecer supera Ozempic em testes e dispensa uso de agulhas

Medicamento orforglipron mostrou maior perda de peso e controle de açúcar no sangue do que versão oral da semaglutida

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
27 de março, 2026 · 11:02 2 min de leitura

Um novo medicamento em comprimido, o orforglipron, promete sacudir o mercado de tratamentos para obesidade ao superar a eficácia da semaglutida oral, o famoso princípio ativo do Ozempic. Em testes de fase 3 realizados com quase 1.700 pacientes, a nova pílula mostrou resultados superiores tanto na balança quanto no controle da glicemia.

Publicidade

Enquanto os pacientes que usaram a semaglutida oral perderam cerca de 5,3 kg em um ano, os que testaram o novo comprimido da Eli Lilly eliminaram entre 6,1 kg e 8,2 kg. O estudo foi focado em adultos com diabetes tipo 2 e acompanhou o progresso dos voluntários ao longo de 52 semanas em seis países diferentes.

A grande vantagem do orforglipron é ser uma 'pequena molécula', o que facilita a absorção direta pelo intestino. Isso elimina a necessidade de injeções e, ao contrário das canetas tradicionais, o remédio não precisa de geladeira, facilitando o transporte e o armazenamento em regiões de clima quente, como o Sertão.

Apesar do sucesso na perda de peso, o medicamento apresentou um 'calcanhar de Aquiles': os efeitos colaterais. Cerca de 59% dos usuários relataram náuseas, vômitos e diarreia. Esse desconforto fez com que 10% dos participantes abandonassem o tratamento antes do fim, um índice maior do que o registrado nos grupos que usaram outros remédios.

Publicidade

Para os especialistas, o novo comprimido pode ser mais barato e acessível no futuro, já que sua fabricação é menos complexa. No entanto, o desafio será ajustar a dosagem para que o corpo humano suporte os efeitos colaterais enquanto o paciente busca o emagrecimento.

O remédio ainda passa por testes em pessoas que têm obesidade, mas não sofrem de diabetes. Se os resultados positivos continuarem, a pílula poderá se tornar a principal alternativa para quem quer fugir das picadas das agulhas e busca um tratamento mais prático para o dia a dia.

Leia também