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Saúde

Ivana Bastos celebra pesquisa inovadora para lesões na medula

Ivana Bastos, presidente da AL-BA, parabeniza a Dra. Tatiana Coelho de Sampaio e equipe pela Polilaminina, medicamento que recuperou movimentos em tetraplégicos. A Bahia já participa dos testes, com previsão de novas aplicações.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
20 de fevereiro, 2026 · 00:23 3 min de leitura
Foto: Reprodução / Faperj
Foto: Reprodução / Faperj

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), dedicou uma homenagem especial à bióloga e pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A congratulação, formalizada em uma moção protocolada na última quinta-feira (19), se estende a toda a equipe científica que colaborou no desenvolvimento da Polilaminina, um medicamento experimental brasileiro que tem mostrado resultados impressionantes.

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A Polilaminina já conseguiu um feito notável: devolveu movimentos a seis pacientes tetraplégicos, reacendendo a esperança para milhares de pessoas que enfrentam sequelas neurológicas graves. A deputada Ivana Bastos destacou a importância dessa inovação brasileira na área da medicina regenerativa.

Uma descoberta que muda vidas

Em suas palavras, Ivana Bastos expressou o profundo reconhecimento pelo trabalho da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio e sua equipe. A parlamentar enfatizou a relevância da Polilaminina como uma solução com “possibilidade concreta” de regenerar movimentos em pacientes que antes tinham poucas perspectivas.

“Esta singela iniciativa parlamentar tem por objetivo reconhecer e enaltecer a relevante contribuição científica da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, bióloga, pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e a equipe científica que atua ao seu lado, pelo desenvolvimento da Polilaminina, inovação brasileira de grande relevância na área da medicina regenerativa”, afirmou a deputada na moção.

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A Dra. Tatiana é reconhecida tanto no Brasil quanto no exterior como uma referência em biologia celular e da matriz extracelular. Ela lidera pesquisas de alto impacto no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, onde o mecanismo de ação da Polilaminina foi desvendado.

Como a Polilaminina funciona?

A Polilaminina age como um “andaime molecular”, uma espécie de estrutura que orienta o crescimento, a migração e a reconexão dos neurônios. Ela consegue criar condições semelhantes às que existem durante o desenvolvimento embrionário do sistema nervoso, um período em que a capacidade de regeneração é naturalmente mais alta. Isso permite que o corpo recupere funções que foram perdidas devido a lesões.

“A Polilaminina atua como um verdadeiro ‘andaime molecular’, capaz de orientar o crescimento, a migração e a reconexão de neurônios, recriando condições semelhantes às observadas durante o desenvolvimento embrionário do sistema nervoso, período em que a capacidade regenerativa é naturalmente mais elevada”, explicou Ivana Bastos, citando o trabalho da pesquisadora.

Os estudos experimentais e pré-clínicos com o medicamento já mostraram resultados muito promissores, especialmente em casos de lesões na medula espinhal. Eles apontam para uma recuperação funcional real, oferecendo não apenas a volta de movimentos, mas também dignidade e uma melhor qualidade de vida. Essa é uma descoberta que tem o potencial de transformar a medicina e o futuro dos tratamentos neurológicos.

Bahia no cenário da pesquisa

Ivana Bastos fez questão de lembrar que a Bahia tem um papel ativo nesse avanço histórico. A primeira aplicação da Polilaminina no estado aconteceu em 13 de janeiro de 2026. Este fato coloca o território baiano como um protagonista regional na etapa inicial da aplicação clínica dessa inovação científica. Além disso, uma nova testagem do medicamento já está prevista para acontecer em terras baianas, o que reforça o compromisso com a continuidade dos estudos.

“Ressalte-se que a Bahia já integra, de forma concreta, esse avanço histórico, tendo sido realizada a primeira aplicação da Polilaminina em nosso estado na data de 13 de janeiro de 2026, fato que posiciona o território baiano como protagonista regional na etapa inicial de aplicação clínica dessa inovação científica. Há, ainda, nova aplicação prevista, reforçando a continuidade dos estudos”, concluiu a presidente da AL-BA.

A pesquisa com a Polilaminina representa um farol de esperança para a medicina regenerativa, mostrando o potencial da ciência brasileira em impactar positivamente a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo.

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