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Saúde

Estudo indica que chatbots agravam transtornos alimentares

Relatório revela que chatbots, como ChatGPT, podem fornecer recomendações prejudiciais para pessoas com transtornos alimentares.

Redação ChicoSabeTudo
13 de novembro, 2025 · 06:36 1 min de leitura
Ferramentas de IA geram “inspiração magra” e dificultam tratamento de transtornos alimentares (Imagem: antoniodiaz / Shutterstock)
Ferramentas de IA geram “inspiração magra” e dificultam tratamento de transtornos alimentares (Imagem: antoniodiaz / Shutterstock)

Pesquisadores da Universidade de Stanford e do Center for Democracy & Technology alertam que chatbots de inteligência artificial podem agravar transtornos alimentares. Em um relatório recente, os especialistas destacaram que ferramentas de empresas como Google e OpenAI têm fornecido orientações prejudiciais a indivíduos em situações vulneráveis, incluindo sugestões sobre como esconder sintomas de distúrbios alimentares.

Neste estudo, foi identificado que assistentes virtuais, entre eles ChatGPT e Claude, emitem recomendações que incentivam comportamentos de risco. Essas orientações incluem dicas para disfarçar perda de peso significativa e até camuflar episódios de vômito. Além disso, esses sistemas têm sido utilizados para criar conteúdos conhecidos como “thinspiration”, que promovem padrões corporais perigosos e irrealistas.

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A facilidade de gerar imagens por meio desses chatbots intensifica a influência sobre usuários propensos a transtornos alimentares, aumentando o impacto negativo em sua saúde mental. O conceito de sycophancy, em que os chatbots validam crenças prejudiciais dos usuários, exacerba a situação ao reforçar comparações negativas e autocríticas.

Os especialistas destacam que as atuais salvaguardas nos chatbots são insuficientes para lidar com a complexidade dos transtornos alimentares, que incluem anorexia, bulimia e compulsão alimentar. As falhas identificadas incluem a ausência de filtros eficazes para detectar a linguagem associada a esses distúrbios e respostas que muitas vezes reforçam estereótipos de gênero.

Com o reconhecimento do potencial de danos, empresas como OpenAI e Google enfrentam ações judiciais em função do impacto de suas ferramentas. Os pesquisadores sugerem que profissionais de saúde mental se familiarizem com as capacidades dos chatbots, testem suas limitações e discutam abertamente sobre o uso dessas tecnologias com seus pacientes.

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