Aiali Cris Souza dos Santos, de 34 anos, foi morta a tiros na noite de terça-feira (13), no bairro Santo Antônio, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O principal suspeito é o companheiro dela, identificado apenas como João, que teria ligado para familiares após o crime e dito que havia matado a mulher. Até a manhã de quinta-feira (15), não havia confirmação pública de prisão.
O crime ocorreu por volta das 21h20, na Avenida Sabiá. A vítima foi encontrada com pelo menos quatro perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. Uma equipe do Samu foi acionada e constatou a morte no local.
Em abril, Aiali procurou a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), relatou perseguições e agressões atribuídas ao companheiro e pediu uma medida protetiva, concedida pelo Poder Judiciário. Na ocasião, ela também explicou que havia se afastado de pessoas próximas para tentar se proteger dele.
Aiali era natural de Serrinha e mãe de uma criança de 4 anos, que vivia com a avó. Familiares relataram que ela queria visitar o filho e que o companheiro teria tentado impedir a viagem, o que teria provocado um desentendimento entre o casal.
A investigação apura a possibilidade de feminicídio. O caso foi inicialmente atribuído à 4ª Delegacia de Homicídios e depois à Deam de Camaçari, conforme as informações fornecidas. A motivação ainda não foi divulgada pelas autoridades, e diligências e depoimentos buscam esclarecer o crime e identificar oficialmente o responsável.
Segundo dados do Instituto Fogo Cruzado citados em reportagem, com a morte de Aiali chegou a 66 o número de mulheres baleadas em Salvador e na Região Metropolitana em 2026. Desse total, 36 morreram.







