Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Saúde

Estudo brasileiro usa líquido descartado em endoscopia para identificar câncer de estômago

Pesquisa mostra que o suco gástrico, jogado fora durante exames, pode indicar a presença de tumores e a reação do corpo à doença

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
13 de abril, 2026 · 13:43 2 min de leitura

Um material que sempre vai para o lixo durante os exames de endoscopia pode ser a chave para diagnósticos mais precisos de câncer de estômago. Pesquisadores brasileiros descobriram que o suco gástrico, aspirado no início do procedimento, carrega fragmentos de DNA que funcionam como um sinal de alerta para a presença de doenças.

Publicidade

A técnica aproveita o líquido que o médico já retira naturalmente para limpar a visão do estômago durante o exame. Em vez de descartar, os cientistas medem a quantidade de material genético solto ali. Como as áreas com tumor liberam mais restos de células e inflamação, o volume de DNA acaba sendo um termômetro do que está acontecendo no órgão.

Essa novidade não vem para acabar com a biópsia, mas para ser um reforço de peso. Muitas vezes, a biópsia comum falha por pegar apenas um pedacinho pequeno de tecido que pode não representar o tumor inteiro. Já o suco gástrico circula por todo o estômago, oferecendo uma visão geral da saúde do paciente.

O grande diferencial é que o paciente não precisa passar por nenhum furo ou procedimento extra. É o mesmo exame de rotina, sem tempo adicional ou riscos, apenas aproveitando o que antes era considerado resíduo hospitalar. Para quem tem biópsias inconclusivas, esse teste pode tirar a dúvida do médico.

Publicidade

Um dado curioso da pesquisa é que níveis altos de DNA nem sempre significam piora. Em alguns casos, isso mostrou que o sistema imunológico do paciente estava lutando bravamente contra a doença. Ou seja, o exame ajuda a entender não só se o câncer existe, mas como o corpo está reagindo ao invasor.

Apesar do otimismo, os médicos alertam que o teste ainda precisa de cautela, pois inflamações comuns, como a gastrite, também podem elevar o DNA no líquido. Por isso, a análise deve ser feita sempre em conjunto com outros exames para evitar alarmes falsos.

Agora, o próximo passo é validar a técnica em grupos maiores de pessoas para que ela se torne um padrão nos hospitais. Se aprovada, a endoscopia ganhará uma camada extra de segurança, ajudando a salvar vidas com uma análise molecular simples e barata.

Leia também