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Saúde

Enzalutamida reduz mortes em 40,3% em câncer de próstata recorrente

Ensaio com mais de 1.000 pacientes mostra que enzalutamida combinada à terapia hormonal reduz em 40,3% o risco de morte na recorrência bioquímica de alto risco.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
19 de outubro, 2025 · 16:20 2 min de leitura
(Imagem: Jacob Wackerhausen/iStock)
(Imagem: Jacob Wackerhausen/iStock)

Um grande ensaio clínico mostrou que a adição de enzalutamida à terapia hormonal reduziu em 40,3% o risco de morte em homens com recorrência bioquímica de alto risco do câncer de próstata. Os dados foram publicados no The New England Journal of Medicine e apresentados em 19 de outubro no congresso da ESMO, em Berlim.

Quem participou

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O estudo reuniu mais de 1.000 pacientes recrutados em 244 centros de 17 países. Todos tinham aumento rápido do PSA após cirurgia ou radioterapia — um sinal de maior probabilidade de retorno agressivo da doença e de metástases, especialmente nos ossos e na coluna.

Como foi conduzido

Os participantes foram divididos em três braços do estudo:

  • terapia hormonal padrão isolada;
  • enzalutamida isolada;
  • combinação de terapia hormonal com enzalutamida.

Com acompanhamento médio de oito anos, o braço que recebeu a combinação apresentou redução de 40,3% no risco de morte em comparação aos outros dois braços.

O que muda na prática

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A enzalutamida já tinha aprovação da FDA e constava nas diretrizes da NCCN para outras fases da doença. Agora, os autores esperam que esses resultados reforcem as recomendações e consolidem a combinação como opção para pacientes com recorrência bioquímica de alto risco.

“Estes resultados representam um avanço clínico relevante porque a terapia hormonal sozinha não vinha trazendo ganho de sobrevida”, disse Stephen Freedland, MD, co‑investigador.
“O trabalho translacional entre médicos e cientistas deve resultar em cuidados melhores para os pacientes”, disse Robert Figlin, MD, diretor interino do Cedars‑Sinai Cancer.
“Os achados identificam um tratamento que prolonga a sobrevida em homens com doença agressiva e complementam estudos anteriores sobre a enzalutamida”, disse Hyung Kim, MD, chefe de Urologia do Cedars‑Sinai.

O que isso significa na prática? Provavelmente uma opção terapêutica a mais para um subgrupo que precisa de alternativas — e dados que podem influenciar decisões clínicas e futuras atualizações de diretrizes.

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