A cybercondria, fenômeno que tem se tornado comum, transforma pesquisas sobre saúde na internet em uma fonte de angústia. O problema ocorre quando a busca por informações sobre sintomas resulta em um ciclo de ansiedade, em vez de trazer tranquilidade. Especialistas, como Bárbara Badanta Romero e Maria Catone, afirmam que esse comportamento pode prejudicar atividades diárias e relações pessoais.
O termo ganhou destaque em 2009, quando pesquisadores da Microsoft revelaram que buscas sobre saúde exacerbam preocupações e favorecem o autodiagnóstico. Durante a pandemia de Covid-19, essa situação se intensificou devido à “infodemia”, dificultando a distinção entre informação correta e falsa, o que gerou comportamentos de risco, como a automedicação.
Vários fatores explicam a adesão à cybercondria. A intolerância à incerteza leva indivíduos a buscar respostas compulsivamente, enquanto a dificuldade de encontrar fontes confiáveis na internet acentua a insegurança. Além disso, algoritmos de buscadores frequentemente priorizam conteúdos alarmistas, aumentando a sensação de urgência e medo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que a internet pode ser uma aliada na área da saúde, destacando os benefícios da saúde digital, como a telemedicina. No entanto, é crucial esclarecer que a rede não oferece todas as respostas sobre saúde.
Para evitar a spirala de preocupação, uma alternativa é promover o letramento em saúde, que envolve o avaliação crítica das informações disponíveis. Verificar a data de atualização, identificar fontes confiáveis e ser cético quanto a promessas milagrosas são passos fundamentais. A internet, quando utilizada de maneira adequada, pode contribuir para uma busca mais segura de orientação em saúde.







