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Saúde

COP30 discute doenças alérgicas e mudanças climáticas no Brasil

Durante a COP30, especialistas destacam a relação entre mudanças climáticas e o aumento de doenças alérgicas no Brasil, alertando para os impactos à saúde.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
10 de novembro, 2025 · 10:13 2 min de leitura
Poluentes atmosféricos alteram as barreiras superficiais de mucosas de diferentes órgãos (Imagem: Nadzeya Haroshka/iStock)
Poluentes atmosféricos alteram as barreiras superficiais de mucosas de diferentes órgãos (Imagem: Nadzeya Haroshka/iStock)

A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, COP30, que ocorreu esta semana em Belém, no Pará, trouxe à tona uma preocupação crescente: o aumento de doenças alérgicas e respiratórias, exacerbado pelas mudanças climáticas. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) enviou uma carta ao presidente da conferência, embaixador André Corrêa do Lago, destacando que a predisposição genética sozinha não explica o crescimento alarmante de casos de asma, rinite, dermatite atópica e outras condições alérgicas no Brasil nos últimos anos.

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A ASBAI enfatizou que a COP30 representa uma oportunidade única para o Brasil promover ações que visem a redução da poluição e do aquecimento global. Na carta, a associação destacou a necessidade de conscientização sobre a relação entre saúde humana e saúde planetária, ressaltando a importância do engajamento da população jovem em iniciativas de reparação climática.

Diversas pesquisas associam a elevação da poluição ambiental às doenças imunomediadas, apontando que fatores como poluentes atmosféricos e ondas de calor comprometem as barreiras mucosas dos órgãos, elevando as reações alérgicas. A presença de material particulado e dióxido de carbono na atmosfera intensifica a produção de alérgenos, como o pólen, e condições climáticas extremas, como enchentes, favorecem a proliferação de fungos e ácaros dentro dos lares.

Além disso, a carta menciona eventos climáticos recentes, como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, que contribuíram para o aumento de doenças alérgicas na população. Também foram registrados mais de 60% de aumento nos incêndios na região amazônica no mesmo ano. Essa situação gerou uma elevação nos níveis de poluentes no ar, superando os limites seguros estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde.

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Outro problema destacado é a poluição plástica, que tem sido associada a doenças crônicas e a agravamento de condições alérgicas. O Brasil, uma das principais potências na produção de plástico, recicla apenas uma fração de sua produção. A ASBAI espera que a COP30 seja um momento para reativar discussões sobre tratados globais que busquem enfrentar a crise da poluição plástica e incentivem práticas sustentáveis, como a reciclagem e a reutilização de materiais.

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