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Saúde

Circovírus letal atinge 11 ararinhas-azuis em Curaçá, BA

ICMBio confirma que 11 ararinhas-azuis na Bahia testaram positivo para circovírus letal, comprometendo a espécie em estado selvagem.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
27 de novembro, 2025 · 14:45 2 min de leitura
(Imagem: Miguel Monteiro/ICMBio/Reprodução)
(Imagem: Miguel Monteiro/ICMBio/Reprodução)

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA) anunciou nesta semana que todas as 11 ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) que viviam em estado selvagem testaram positivo para circovírus, uma enfermidade letal e sem cura. As aves, que foram soltas na natureza em 2022, estavam sob cuidados do Criadouro para Fins Conservacionistas em Curaçá, na Bahia, e foram recapturadas por suspeita de infecção.

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A detecção do circovírus ocorreu em maio deste ano, quando um dos exemplares apresentou sinais da doença. Desde então, o ICMBio instaurou um protocolo de biossegurança para evitar a disseminação do vírus. De acordo com a coordenadora da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias do ICMBio, Cláudia Sacramento, a falta de rigor nas medidas de biossegurança pode ter contribuído para a contaminação das 11 aves. “Se as medidas de biossegurança tivessem sido atendidas de forma rigorosa, talvez não tivéssemos visto a propagação do vírus entre as aves”, afirmou a coordenadora.

O circovírus, originário da Austrália, é responsável pela doença do bico e das penas em psitacídeos. Os sintomas incluem alterações na coloração das penas, falhas no empenamento e deformidades no bico. A enfermidade, de alta taxa de mortalidade entre as aves contaminadas, não afeta seres humanos nem aves de produção.

As investigações em andamento têm como objetivo determinar a origem do vírus. O ICMBio, em parceria com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) e a Polícia Federal, realizou vistorias no criadouro e constatou que os protocolos de biossegurança não estavam sendo cumpridos adequadamente. As instalações encontravam-se em condições precárias, com acúmulo de fezes e funcionários utilizando vestimentas inadequadas durante o manejo das aves.

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Devido às irregularidades encontradas, o criadouro foi multado em cerca de R$ 1,8 milhão, além de enfrentar uma autuação adicional de aproximadamente R$ 300 mil por parte do Inema. O local, que era conhecido como Blue Sky, é parceiro da Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP), responsável pela maioria das ararinhas registradas no mundo.

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